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24 Junho 2011

Crescem os rumores no Vaticano de um possível Consistório para a criação de novos cardeais no outono europeu. Ou, no mais tardar, no início de 2012

A reportagem é de Marco Tosatti, publicada no sítio Vatican Insider, 23-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Assim, se confirmaria a tendência de Bento XVI de fazer com que o Colégio Cardinalício nunca fique excessivamente desguarnecido no caso de um eventual conclave. Bento XVI completou 84 anos em abril passado. Ele administra com muito cuidado as suas energias e é continuamente monitorado pela sua equipe médica (que, nas semanas passadas, encontrando alguns valores de exames muito altos, teria lhe aconselhado uma dieta específica). Portanto, pode-se pensar razoavelmente que o seu reinado vai continuar. Mas ainda assim é um homem com bem mais de 80 anos e com um histórico médico nem sempre imaculado.

O máximo dos cardeais votantes (ou seja, que não tenham completado 80 anos) é de 120. No fim deste ano, em seis meses, os cardeais eleitores serão 105, salvo imprevistos. Que cairão para 99 até junho de 2012 e para 92 até o final de 2012. É por isso que é extremamente provável que o Papa Ratzinger distribua um certo número de "barretes", o tradicional chapéu cardinalício, no curto prazo.

Até porque o último Consistório, o do dia 20 de novembro de 2011, deixou vários nomes, países e continentes na lista de espera. O maior ponto de interrogação se refere a algumas dioceses, e nomes, excelentes. Por exemplo: Nova York, Turim, Florença, Toledo e Quebec. Foi uma política corrente, mas nem sempre respeitada, por parte da Santa Sé, a de não fazer cardeal o titular de uma diocese se o seu predecessor, não mais no governo da própria diocese, ainda não tenha completado 80 anos, e portanto está excluído da lista daqueles que poderiam escolher o futuro papa.

Na Itália, nem sempre respeitada: quando foi nomeado um novo arcebispo para Gênova, Angelo Bagnasco recebeu o "barrete" mesmo que o seu antecessor, Tarcisio Bertone, estivesse bem abaixo dos 80 anos (e ainda está), e trabalhava no Vaticano como secretário de Estado de Bento XVI. Mas na última fornada de  purpurados, Giuseppe Betori, arcebispo de Florença, não foi elevado ao posto cardinalício, mesmo que o seu antecessor, Ennio Antonelli, ocupava uma posição importante no Vaticano.

Uma situação semelhante ocorre para Gerard Lacroix, arcebispo do Quebec. Marc Ouellet, seu antecessor, é o prefeito da Congregação para os Bispos. Em Toledo, Braulio Rodríguez Plaza tem um predecessor cardeal, Canizares Llovera, que está no Vaticano, liderarando a Congregação para o Culto Divino. Se a regra que valeu para Bagnasco e Bertone fosse julgada aplicável, também para eles haveria possibilidades.

Mais complexa é a situação de Cesare Nosiglia em Turim. A cidade já tem um cardeal, o arcebispo emérito Severino Poletto, que completará 80 anos em 2013. Embora seja muito mais provável para receber o barrete Timothy Michael Dolan, o combativo arcebispo de Nova York e presidente da Conferência dos Bispos dos EUA. É verdade que ele tem um antecessor na diocese, Edward Michael Egan, mas este completará 80 anos em abril de 2012. É conhecida a simpatia com a qual Bento XVI olha para a Igreja dos EUA, e para Dolan, em particular.

Na mesma situação de Dolan e de Egan, encontram-se Vincent Nichols, arcebispo de Westminster, e seu antecessor, Murphy O`Connor. Também para Nichols é provável que haja um barrete.

Uma nomeação quase certa no próximo Consistório é a de Ricardo Ezzati, salesiano arcebispo de Santiago, assim como a de Bechara Rai, o líder recém-eleito dos maronitas no Líbano. E também é provável a do arcebispo de Manágua, Leopoldo José Brenes Solórzano. Mas, sem contar a Cúria, onde os responsáveis de alguns dicastérios antigos e novos esperam o barrete (é certa a nomeação do prefeito da Congregação para os Religiosos, o brasileiro João Braz de Aviz), Taiwan e Tailândia esperam um cardeal. E, na África, alguns países sem cardeais podem esperar com uma sorte incerta: Angola, Moçambique, Uganda, Costa do Marfim e Camarões.