BNDES vai emprestar R$ 35 bilhões a setor sucroalcooleiro em quatro anos

Mais Lidos

  • De Rerum Novarum a Leão XIV: não era o vapor, mas a ética; não são os dados, mas a dignidade. O que vale não é mensurável. Artigo de Paolo Benanti

    LER MAIS
  • Juventude e novas direitas, para além dos estereótipos e dos extremos. Entrevista com Beatriz Besen

    LER MAIS
  • Soberania em risco: EUA podem classificar PCC e CV como terroristas; especialistas temem intervenção

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

06 Junho 2011

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai emprestar até R$ 35 bilhões a empresas do setor sucroalcooleiro nos próximos quatro anos. A previsão é do presidente da instituição, Luciano Coutinho.

A reportagem é de Vinicius Konchinski e publicada pela Agência Brasil, 06-06-2011.

Coutinho participou nessa segunda-feira da abertura de um congresso sobre etanol, em São Paulo. Lá, ele afirmou que o BNDES tem um plano de investimentos em usinas de açúcar e álcool. "Temos um forte programa de investimento e esse programa pode consumir, em crédito do BNDES, algo entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões nestes quatro anos, incluindo 2011", afirmou ele, em entrevista coletiva.

Segundo Coutinho, os empréstimos vão financiar principalmente a renovação das plantações de cana-de-açúcar do país. "Nos últimos anos, a falta de investimento fez com que a idade média dos canaviais aumentasse e houvesse perda de produtividade", explicou. "Precisamos acelerar os investimentos. A aceleração precisa começar com a renovação dos canaviais."

O presidente do BNDES acrescentou ainda que outras iniciativas serão apoiadas pelo banco. Dentre elas, a ampliação de usinas, a integração da rede de alcoodutos, a melhoria da logística do setor, entre outras ações. Para Coutinho, esses investimentos vão colaborar com o crescimento do setor sucroalcooleiro do país, freado pela crise econômica mundial de 2008. Ele disse também que os financiamentos serão decisivos para o Brasil esteja na liderança da produção e inovação do segmento da cana.

"Temos todas as condições de tomar a liderança no processo de desenvolvimento do etanol de segunda geração [produzido a partir da celulose]", disse Coutinho. "Não faltará apoio", destacou.

Só no ano passado, segundo Coutinho, o BNDES emprestou R$ 7,6 bilhões a empresas do segmento sucroalcooleiro. Grande parte disso, disse ele, foi usado na mecanização da colheita de cana-de-açúcar propriedades rurais do país.