Para imã do Cairo, revolta é "egípcia, e não islâmica’

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

01 Fevereiro 2011

O imã do Cairo, Safwad Hagazi, declarou ontem que os protestos no Egito são fruto de "revolução popular" e não "islâmica". Segundo o religioso, o Ocidente não tem razão para temer que o país se torne um outro Irã.

A reportagem é de Jamil Chade e está publicada no jornal O Estado de S. Paulo, 02-02-2011.

"Essa é uma revolução popular, mas o Ocidente pode ficar tranquilo, pois não se trata de uma revolução islâmica", afirmou Hagazi, depois de discursar na Praça Tahrir, ao ser questionado a respeito da possibilidade de radicais assumirem o governo caso Mubarak deixe o poder.

"O que vemos é uma revolta de todo o Egito. Cristãos e muçulmanos estão do mesmo lado, que é a democracia. Não há risco de que os protestos sejam uma repetição do que ocorreu no Irã. Não temos Aiatolás. EUA e Europa precisam entender que Mubarak não garantia que radicais ficassem longe do poder. O Ocidente tem de entender que a ditadura não vai manter a estabilidade. A estabilidade será mantida com uma democracia real. O que existe hoje uma estabilidade falsa, que não é durável."