Falta de água e saneamento atingem crianças nos países em conflito

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28 Mai 2021

 

Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) relata a repercussão do impacto de ataques a instalações de água e saneamento em países sob conflitos bélicos. O estudo aponta que 48 milhões de pessoas carecem dos serviços de água e saneamento nos Territórios Palestinos, na República Centro-Africana, no Iraque, Paquistão, Sudão, Síria, Ucrânia e no Iêmen.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

“Água sob Fogo”, divulgado na semana passada, destaca que em países frágeis crianças abaixo dos cinco anos têm vinte vezes mais probabilidade de morrer em decorrência de doenças diarreicas do que por violência.

“Os ataques à infraestrutura de água e saneamento são ataques às crianças”, afirmou o diretor de Programas de Emergência do Unicef, Manuel Fontaine. A água, frisou, “é um meio de sobrevivência que nunca deve ser usado como tática de guerra”.

Mas não é isso que o relatório constata. No leste da Ucrânia ocorreram quatro ataques às instalações de água desde o início do ano. Desde 2017, foram 380 ataques que deixaram 3,2 milhões de pessoas sem água.

Em seis anos de conflito, o Iêmen registrou 122 ataques aéreos contra infraestruturas hídricas. Entre março de 2015 e fevereiro deste anos, 15,4 milhões ficaram sem esse serviço. Resultado: a epidemia de cólera afeta milhares de crianças por semana.

Nos Territórios Palestinos 1,6 milhão de pessoas não contam com serviços básicos por causa dos 95 ataques às 142 instalações de água e saneamento. No Iraque, são 1,85 milhão de pessoas e na Síria 12,2 milhões.

O Unicef emitiu apelo urgente às partes em confronto que acabem com os conflitos e que, de modo especial, cessem os ataques aos serviços de água e de saneamento cumprindo, assim, obrigações de proteção às crianças. O Fundo pede a doadores que invistam nesses serviços, considerados a primeira linha na defesa contra doenças transmissíveis.

 

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