Em sua mensagem de paz, o papa Francisco convida os líderes mundiais a reduzirem os gastos militares

Foto: Pixabay

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17 Dezembro 2020

Em sua mensagem pelo Dia Mundial da Paz de 2021, o papa Francisco convida os governantes de todo mundo para que troquem as despesas militares por ajuda àqueles que vivem na pobreza e por melhores cuidados de saúde para suas populações.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 17-12-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Na mensagem, publicada em 17 de dezembro, o pontífice lamenta o contínuo número de conflitos violentos ao redor do mundo, dizendo que “infelizmente, muitas regiões e comunidades já não se recordam dos tempos em que viviam em paz e segurança”.

O Papa reitera uma sugestão da sua última encíclica, Fratelli Tutti, para que líderes mundiais criem um “novo Fundo Mundial”, no qual depositariam o dinheiro que seria usado para recursos militares para distribuição de propósitos pacíficos.

“Temos de parar e interrogar-nos: O que foi que levou a sentir o conflito como algo normal no mundo? E, sobretudo, como converter o nosso coração e mudar a nossa mentalidade para procurar verdadeiramente a paz na solidariedade e na fraternidade?”, escreve o Papa.

“Quanta dispersão de recursos para armas, em particular para as armas nucleares, recursos que poderiam ser utilizados para prioridades mais significativas a fim de garantir a segurança das pessoas, como a promoção da paz e do desenvolvimento humano integral, o combate à pobreza, o remédio das carências sanitárias”, pede Francisco.

A mensagem de Francisco para o Dia Mundial da Paz é a 54ª preparada por um pontífice católico. Em 2021 com o tema: “A cultura do cuidado como percurso de paz”. O texto será oficialmente enviado em 1º de janeiro, a festa católica para a Solenidade de Maria, Mãe de Deus.

O papa Paulo VI foi o primeiro a dedicar a festa para a paz mundial em 1967, e a cada festa desde 1968 tem sido divulgada uma mensagem papal.

A mensagem de 2021 desenvolvida em cinco páginas e nove pontos, nos quais o Papa também propõe que os líderes globais poderiam usar os ensinamentos católicos sobre o bem comum, solidariedade, cuidado com a criação como uma “bússola” na ajuda ao enfrentamento das desigualdades sociais de longa data.

Usando o Ensino Católico, diz Francisco, “este permitiria estimar o valor e a dignidade de cada pessoa, agir conjunta e solidariamente em prol do bem comum, aliviando quantos padecem por causa da pobreza, da doença, da escravidão, da discriminação e dos conflitos”.

“Através desta bússola, encorajo todos a tornarem-se profetas e testemunhas da cultura de cuidado, a fim de preencher tantas desigualdades sociais”, escreve o Papa.

Francisco propôs, ao longo de todo 2020, a criação de um novo “Fundo Global” feito pelo dinheiro que seria para recursos militares. Ele refere-se ao assunto na encíclica publicada em 04 de outubro, assim como na mensagem de 16 de outubro para a FAO pelo Dia Mundial da Alimentação.

O Papa menciona a pandemia no início de sua mensagem, dizendo que ele está pensando naqueles que perderam pessoas amadas e nos trabalhadores da saúde “que se prodigalizaram – e continuam a fazê-lo – com grande fadiga e sacrifício, a ponto de alguns deles morrerem quando procuravam estar perto dos doentes a fim de aliviar os seus sofrimentos ou salvar-lhes a vida”.

 

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