Síria. Mais de 300.000 civis fugiram de Idlib desde meados de dezembro. Alarme da ONU no noroeste da Síria

Pessoas abandonando Província de Idlib com seus pertences. | Reprodução: Vatican News

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

09 Janeiro 2020

As Nações Unidas lançaram um novo alarme pela “piora da situação humanitária” no noroeste da Síria, onde desde meados de dezembro, pelo menos 300.000 civis foram obrigados a abandonar as próprias casas. A zona é aquela ao sul da província de Idlib, a última nas mãos dos rebeldes e cenário de extensos combates, como destacou Mark Cutts, coordenador humanitário da ONU para a crise na Síria. Assim, o número de deslocados em Idlib sobe para mais de 700.000 nos últimos oito meses. “Muitos se refugiaram em escolas, mesquitas e outros edifícios públicos. Em Idlib faltam alimentos, abrigos e assistência, além de outros serviços básicos necessários à sobrevivência", disse Cutts, segundo o qual pelo menos 13 unidades de saúde da região foram forçadas a suspender todas as suas atividades recentemente.

A informação foi publicada por L'Osservatore Romano, 8/9-01-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Cutts também expressou preocupação com as rígidas temperaturas do inverno, que acarretam riscos adicionais para as pessoas em fuga. De fato, muitas das pessoas desabrigadas vivem em tendas e abrigos improvisados em locais inóspitos e expostos a intempéries.

Foto: Reprodução L'Osservatore Romano

Na província de Idlib, pelo menos três milhões de civis - especialmente mulheres e crianças - estão presos nas zonas de guerra. Desde abril de 2019, as forças do governo sírio leais ao presidente Assad, com o apoio da Rússia, realizam ataques aéreos na província do norte-oriental.

Após um cessar-fogo unilateral, firmado em agosto passado, as forças leais retomaram a ação militar em Idlib em 19 de dezembro.

Reprodução: Google Maps

Segundo as últimas estimativas das Nações Unidas, a ofensiva militar das forças de Damasco na província de Idlib já causou mais de 1000 mortes.

Leia mais