Bolsonaro institui o Dia do Rodeio na Festa de São Francisco de Assis

Bolsonaro na 64ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (Foto: Marcos Corrêa | Presidência da República)

Mais Lidos

  • A PEC 12/2026 como cavalo de Troia da precarização: a falsa modernização contra o fim da escala 6x1 e a redução da jornada

    LER MAIS
  • O Papa nomeia presidente de uma rede de televisão americana ultraconservadora e hostil a Francisco como chefe de comunicações do Vaticano

    LER MAIS
  • Relatório americano aponta desmatamento sob Bolsonaro como problema para sanções

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

06 Dezembro 2019

Projeto de lei já tinha sido aprovado no Congresso e foi sancionado pelo presidente.

A reportagem é publicada por CartaCapital, 05-12-2019.

Foi publicado no Diário Oficial de União (DOU) nesta quinta-feira 05 o estabelecimento do Dia do Rodeio no Brasil, data comemorativa assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ocorrer todo dia 04 de outubro.

O rodeio, porém, será celebrado na mesma data que o Dia Mundial dos Animais – também dia do santo São Francisco de Assis, considerado o padroeiro dos animais no catolicismo. A proposta já tinha sido aprovada no Congresso como o projeto de lei 13.922/19, de autoria do deputado federal Capitão Augusto (PL/SP).

A relação de Bolsonaro com o rodeio não é inédita. Em agosto, ele compareceu à 64ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos e chegou a assinar um decreto que flexibilizava regras para algumas práticas do rodeio. O decreto assinado depois desse encontro determinou que o Ministério da Agricultura avaliasse os protocolos de bem-estar animal apresentados pelos organizadores.

Em 2011, um bezerro chegou a morrer no meio de uma prova conhecida como “prova do bulldog”, em que um toureiro precisa dominar o animal apenas com as mãos. Como os homens visam pegar no chifre do animal para imobilizá-lo, um dos competidores acabou torcendo o pescoço do animal, que teve que ser sacrificado depois. A repercussão do caso fez com que essa prova fosse suspensa até hoje.

Na época, Bolsonaro criticou aqueles que, segundo ele, discursavam pelo “politicamente correto” da festa. “Neste momento em que muitos criticam a festa de peões e a vaquejada, quero dizer com muito orgulho que estou com vocês. Não existe politicamente correto”, disse.

Leia mais