Cardeal venezuelano rechaça ritos tribais no Vaticano

Cardeal Jorge Urosa Savino. Foto: El Universal

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24 Outubro 2019

O arcebispo emérito de Caracas é o primeiro religioso que se pronuncia contra os ritos tribais celebrados em presença do papa Francisco, em 4 de outubro.

A reportagem é de Marinellys Tremamunno, publicada por El Pitazo, 23-10-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Passaram duas semanas desde o início do Sínodo para a Amazônia convocado pelo papa Francisco no Vaticano, de 6 a 27 de outubro. No evento participam 185 bispos, 12 convidados especiais e 25 especialistas para afrontar os desafios da Igreja Católica na região Amazônica. Foram duas semanas intensas, com 14 congregações gerais que permitiram a redação do esboço do documento final conhecido essa segunda-feira, 21-10.

Agora os padres sinodais têm a missão de fazer os ajustes necessários para obter o documento definitivo que será lido e apresentado à Assembleia na próxima sexta-feira, 25-10, para depois ser votado no sábado 26. Nesse contexto, o cardeal Jorge Urosa Savino, arcebispo emérito de Caracas, expressou sua opinião sobre o desenrolar do Sínodo, que não passou despercebido aos olhos do mundo pelos temas polêmicos que se afrontaram, como o “rito amazônico” ou a criação do diaconato feminino e os padres casados, como instrumentos para intensificar a evangelização na região amazônica.

A ideia do “rito amazônico” foi apresentada aos jornalistas reunidos na sala de imprensa do Vaticano pelo presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, dom Rino Fisichella, no último 18 de outubro. Apesar da controvérsia que suscitou a cerimônia com ritos tribais realizada em 4 de outubro nos Jardins do Vaticano, na presença do papa Francisco.

A respeito, o cardeal Urosa não usou meia palavras para expor seu ponto de vista: “Devemos evitar o sincretismo presente no ritual realizado nos Jardins Vaticanos ao redor de uma imensa manta, dirigido por uma mulher amazônica e frente a imagens desconhecidas e ambíguas. Lamentamos que, apesar das numerosas críticas que suscitou, nenhum dos organizadores explicou o que foi esse ritual”, disse o arcebispo emérito e destacou que a razão das críticas é a natureza primitiva da cerimônia e “a ausência de orações ou símbolos abertamente católicos”.

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