Cardeal Marx revela que o Papa pensa em abolir o celibato clerical

Cardeal Reinhard Marx (Fonte: Wikimedia Commons)

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15 Novembro 2017

O debate sobre a ordenação de homens casados já está sobre a mesa do Papa Francisco. O cardeal Reinhard Marx chamou a “um amplo debate” na Igreja sobre o acesso ao sacerdócio dos chamados viri probati e também de outras possíveis novas formas de liderança eclesial.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 14-11-2017. A tradução é do Cepat.

Durante um encontro, na semana passada, do Comitê de Católicos de Baviera, o purpurado alemão qualificou o desejo dos setores da Igreja onde mais se sofre a escassez de sacerdotes como “legítimo” e algo que “deve ser discutido”.

Segundo informa katholisch.de, o arcebispo de Munique e Freising também defendeu que, embora “isto não signifique que exista um impulso direto de Roma” para abordar esta problemática, o Papa já está pensando nela, e uma vez que a tenha por bem, “falará com seus conselheiros”, de modo que possa ser pensada e discutida na Igreja em geral, em “todas as suas vertentes”.

E embora tenha revelado estes progressos na questão da consagração dos viri probati – os homens com particular experiência em suas paróquias e com uma virtude e maturidade cristãs comprovadas –, o também presidente dos bispos alemães se referiu em termos mais sombrios sobre outa solicitação de grandes partes da Igreja, como é a ordenação das mulheres.

“Não há movimento” neste último, afirmou o cardeal, acrescentando que embora não possa “prometer nada”, neste momento, sobre se a ideia de mulheres diaconisas e sacerdotisas se tornará realidade ou não, está seguro que o debate continuará.

E não é que o cardeal Marx seja o único que está ansioso em implementar na Igreja novas formas de liderança tais como podem ser os padres casados ou as mulheres sacerdotisas. O teólogo Paul Zulehner concordou com o prelado em suas pregações para o futuro, sustentando, no mesmo encontro em Baviera, que “viveremos para ver” a abolição do celibato clerical na Igreja, “caso ninguém dê um tiro no Papa ou lhe envenene antes”.

“É um erro subordinar a celebração da Eucaristia ao celibato dos sacerdotes”, sustentou o teólogo vienense em seu discurso.

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