Paraguai. Cartes desiste da reeleição

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Abril 2017

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, desistiu de concorrer à reeleição, a qual estava forçando com uma reforma constitucional que provocou tensão política e social no país. Em um comunicado, Cartes disse que não concorrerá “em hipótese alguma” nas próximas eleições gerais de abril de 2018. A tentativa de restabelecer a reeleição presidencial provocou, no final de março, violentos protestos que deixaram um morto, cerca de 100 feridos e 211 detenções.

A reportagem é publicada por Página/12, 18-04-2017. A tradução é de André Langer.

O anúncio se dá às vésperas da chegada de Francisco Palmieri, subsecretário de Estado para Assuntos Hemisféricos dos Estados Unidos (nesta terça-feira), e do secretário-geral da OEA, Luis Almagro (na quinta-feira), presença que, segundo os analistas políticos, pretende intervir para restabelecer a institucionalidade no Paraguai. Tanto a OEA como a Embaixada de Washington em Assunção chamaram, nos primeiros dias de abril, para o diálogo e pediram que qualquer mudança em relação à reeleição fosse realizada em conformidade com a Constituição em vigor desde 1992, que proíbe a reeleição consecutiva e alternada.

A tentativa do governo de Cartes e de seu rival de esquerda, o ex-presidente Fernando Lugo (2008-2012, destituído após um julgamento político), para restabelecer a reeleição provocou o assalto e incêndio do prédio do Congresso em 31 de março passado e derivou na morte de um ativista do Partido Liberal, de oposição, pela polícia.

“A decisão do Presidente excluirá da agenda a questão da emenda”, vaticinou a senadora do Partido Colorado, no poder, Blanca Ovelar, dissidente do presidente Cartes. “Este assunto colocou o país de pernas para cima”, acrescentou a senadora. “Eu aprecio muitíssimo a decisão do Presidente da República. Ela servirá para pacificar os ânimos”, disse, por sua vez, o prefeito de Assunção, Mario Ferreiro, considerado um dos presidenciáveis para 2018.

No entanto, o porta-voz do Partido Colorado, Lilian Samaniego, disse que a cúpula do partido político decidiu não retirar o projeto de emenda.

Leia mais