O presidente dos bispos dos Estados Unidos vê o casamento gay como “um erro trágico que lesa o bem comum”

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Por: André | 30 Junho 2015

A decisão de 26 de junho da Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos, que interpreta que a Constituição do País exige que todos os Estados autorizem e reconheçam o “casamento” de pessoas do mesmo sexo, representa um “erro trágico que lesa o bem comum e os mais vulneráveis dentre nós”, disse dom Joseph E. Kurtz, arcebispo de Louisville, Kentucky, e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 27-06-2015. A tradução é de André Langer.

Na sequência, reproduzimos a declaração completa:

Independentemente do que uma maioria apertada da Suprema Corte pode declarar neste momento da história, a natureza da pessoa humana e o casamento permanecem inalteráveis e imutáveis. Assim como o caso Roe versus Wade não resolveu o assunto do aborto há mais de 40 anos, o caso Obergefell versus Hodges não resolve hoje a questão do casamento. Nenhuma decisão se arraiga na verdade, e em consequência, ambas eventualmente falharão. Hoje, a Corte se equivocou novamente. É profundamente imoral e injusto que o governo declare que duas pessoas do mesmo sexo podem constituir um casal.

O significado único do casamento como a união de um homem e uma mulher está marcado em nossos corpos como homem e mulher. A proteção deste significado é uma dimensão essencial da “ecologia integral” que o Papa Francisco nos chamou a promover. Ordenar a redefinição do casamento em todo o país é um erro trágico que prejudica o bem comum e os mais vulneráveis dentre nós, especialmente as crianças. A lei tem o dever de apoiar o direito básico de toda criança a ser criada, onde for possível, por sua mãe e seu pai casados e em uma união estável.

Jesus Cristo, com grande amor, ensinou inequivocamente que desde o princípio o casamento é a união permanente de um homem e uma mulher. Como bispos católicos, seguimos Nosso Senhor e continuaremos a ensinar e a agir de acordo com esta verdade.

Exorto os católicos a seguirem em frente com fé, esperança e amor: fé na verdade imutável sobre o casamento, arraigada na natureza imutável da pessoa humana e confirmada pela revelação divina; esperança de que estas verdades uma vez mais prevaleçam em nossa sociedade, não apenas por sua lógica, mas por sua grande beleza e serviço manifesto ao bem comum; e o amor a todos os nossos vizinhos, inclusive aqueles que nos odeiam ou nos castigariam por nossa fé e convicções morais.

Por último, faço um apelo a todas as pessoas de boa vontade para se unirem a nós na proclamação da bondade, da verdade e da beleza do casamento como foi entendido corretamente durante milênios, e peço a todos em posições de poder e autoridade para que respeitem a liberdade dada por Deus para buscar, viver e dar testemunho da verdade.