Teólogo afirma que a homossexualidade é a intenção de Deus, não um erro

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26 Setembro 2026

O Progetto Gionata republicou recentemente uma reflexão teológica na qual o jesuíta Padre Paolo Gamberini examina o lugar que a "orientação homossexual" ocupa dentro do plano amoroso de Deus para a criação. Gamberini, atualmente professor de Teologia na St. Joseph's University, na Filadélfia, observa que muitos já tentaram responder a essa questão. Alguns insistem que a homossexualidade é um erro, uma falha padrão ou até mesmo resultado do pecado. Mas serão essas realmente as melhores formas de considerar a 'origem' da homossexualidade, pergunta Gamberini — e, se não forem, qual seria?

A reportagem é de Phoebe Carstens, publicada por New Ways Ministry, 25-09-2026.

Com muita frequência, diz Gamberini, as tentativas de descobrir a 'causa' raiz da homossexualidade "supõem que a homossexualidade seja, antes de tudo, um problema a ser explicado, uma anomalia em relação a uma norma supostamente óbvia, um evento que requer uma causa negativa — um pecado, um erro, um dano." Ao se refletir sobre isso, porém, fica claro que esses modos de investigação sempre se mostram insuficientes.

As tentativas de provar que a homossexualidade é resultado do pecado, por exemplo, esbarram naquilo que Gamberini chama de "um limite metodológico fundamental": a saber, que a teologia não dispõe de instrumentos para demonstrar um vínculo causal entre a categoria teológica do pecado e uma condição existencial que não é escolhida. Em outras palavras, embora a teologia possa falar de modo amplo sobre a condição ferida da humanidade em geral, ela não consegue isolar e identificar concretamente aspectos da identidade humana como decorrentes do pecado. A homossexualidade, como parte constitutiva da identidade humana, não pode ser demonstrada como resultado do pecado.

Da mesma forma, a pesquisa científica contemporânea tem mostrado que as tentativas de provar que a homossexualidade é resultado de fatores relacionais ou ambientais são, em última análise, infrutíferas.

Assim, a reflexão teológica sobre esse tema não oferece respostas fáceis e definitivas sobre a 'causa' da homossexualidade. Em vez disso, ela abre uma questão mais profunda: o que a existência da homossexualidade diz sobre Deus e sobre a criação? Para Gamberini, a existência inexplicável da homossexualidade convida a uma reflexão sobre a própria natureza da Criação:

"A teologia da criação, a partir de suas raízes bíblicas, ensina que o mundo criado por Deus é intrinsecamente marcado pela variedade: a multiplicidade das espécies, a diferenciação dos indivíduos, a riqueza das formas de vida não são um acidente em relação a um projeto originalmente uniforme, mas constituem a própria expressão da superabundância criativa de Deus."

"Se a criação, como um todo, testemunha essa lógica da diversidade querida e abençoada por Deus, parece legítimo perguntar-se — como sugere a questão que deu origem a esta reflexão — se também no contexto da sexualidade humana não poderíamos reconhecer uma variedade semelhante, que não contradiz, mas antes reflete, a riqueza da ação criativa divina."

A mente humana tende a atribuir fenômenos a causas específicas, mas a natureza da Criação é tal que a criatividade e a abundância de Deus não podem ser limitadas ou definidas de modo tão estreito. A homossexualidade, portanto, como parte dessa Criação, "é simplesmente uma das muitas formas em que a variedade da condição humana se manifesta." Gamberini conclui:

"Permanece em aberto — e teologicamente sustentável — a hipótese de que [a homossexualidade] se insira naquela riqueza variada da criação que a fé reconhece como sinal da superabundância criativa de Deus — uma diversidade que, longe de violar a vontade do Criador, pode talvez ser lida como uma das muitas formas pelas quais essa vontade se manifesta no mistério da pessoa humana."

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