Bispo auxiliar de Regensburg abre as portas para a ordenação de homens casados, mas reconhece que o problema é "a perda da fé"

Foto: Annastills | Canva

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16 Setembro 2026

O bispo auxiliar de Regensburg, dom Josef Graf, afirmou estar disposto a permitir a ordenação sacerdotal de homens casados ​​de virtude comprovada — os chamados viri probati — embora reconheça que modificar a disciplina do celibato não resolveria a crise vocacional, cuja verdadeira raiz ele identifica como a "perda da fé".

A informação e publicada por Infovaticana, 15-09-2026.

"Pessoalmente, acredito que a Igreja poderia arcar com os custos dos viri probati", disse Graf em entrevista ao jornal da diocese italiana de Bolzano-Bressanone.

O celibato não seria um requisito essencial para Graf

Graf, de 69 anos, bispo auxiliar de Regensburg desde 2015, reconheceu explicitamente o valor do celibato sacerdotal, chamando-o de uma tradição importante e um carisma que ajuda o sacerdote no exercício de seu ministério. No entanto, ele afirmou que não considerava isso uma condição sine qua non para receber a ordenação sacerdotal.

Sua proposta implicaria manter o celibato como disciplina geral do sacerdócio latino, mas permitindo exceções para certos candidatos casados.

Durante séculos, a Igreja Latina manteve o celibato como disciplina comum para aqueles que recebem o sacerdócio, embora existam padres católicos casados ​​nas Igrejas Orientais e exceções concretas para ministros de outras confissões cristãs.

Ele admite que viri probati não resolveria a crise

O prelado, que foi diretor espiritual do seminário de Regensburg por cerca de 26 anos, reconhece que o problema é muito mais profundo do que a disciplina do celibato.

Graf citou a secularização, o clima hostil à Igreja presente em certos setores da Alemanha e as consequências dos escândalos de abuso. Mas acabou identificando uma causa fundamental: o declínio da fé.

Para ilustrar isso, ele recorreu às comunidades protestantes alemãs. Lá, o celibato não é obrigatório e as mulheres podem ingressar no ministério pastoral. No entanto, elas continuam a sofrer com a escassez de pessoal e uma perda constante de fiéis.

"É evidente que a raiz dos problemas reside em outro lugar. É a perda de fé", reconheceu Graf.

Dessa forma, o próprio auxiliar de Regensburg exclui a possibilidade de que a abertura que propõe possa resolver o problema que geralmente é invocado para justificá-la.

Não à ordenação de mulheres ao sacerdócio

Graf, no entanto, fechou as portas para outra das principais reivindicações do setor reformista da Igreja alemã: o sacerdócio feminino.

O auxiliar assegurou que não acredita ser possível ordenar mulheres ao sacerdócio e enfatizou que não se trata apenas de uma questão de tradição, mas que existem "razões teológicas muito importantes" contra tal possibilidade.

Para Graf, a recuperação das vocações depende, em última análise, de algo que precede qualquer reforma estrutural: que o futuro sacerdote esteja verdadeiramente "enraizado em Deus" e possa transmitir a fé de forma credível.

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