Maioria dos jovens rurais gaúchos quer ficar no campo, mas renda e clima preocupam

Foto: Agência Brasil

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09 Setembro 2026

A pesquisa, conduzida em parceria com as secretarias de Desenvolvimento RuralPlanejamentoGovernança e Gestão; e com o Departamento de Economia e Estatística do governo do Estado, é realizada a partir de questionários aplicados presencialmente aos jovens rurais e aos responsáveis pelas propriedades. O objetivo é obter 3,9 mil respostas em 466 municípios para, posteriormente, subsidiar políticas para fortalecer a sucessão geracional no campo.

A informação é do Matinal, 04-09-2026.

Apesar da tradição na agricultura e na pecuária, o Rio Grande do Sul é o segundo estado brasileiro com menor presença de jovens na população rural: são 17% do total. Porém, uma pesquisa inédita da Emater-RS/Ascar em parceria com o governo do estado mostra que a maioria desses jovens não quer ir embora.

Dos entrevistados, 92% afirmaram gostar ou gostar muito do modo de vida da agricultura familiar e 72% não planejam deixar o campo. Mais da metade (56%) pretende seguir morando e trabalhando na propriedade da família e 64% dizem que aceitariam assumir a gestão das terras por vontade própria. Um dos problemas está na renda: 52% só recebem quando pedem à família e quando há dinheiro disponível, e 63% dependem do trabalho familiar como principal fonte de renda.

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Quem já saiu ou pensa em sair do campo aponta a busca por estudo como o principal motivo (41%), seguida de melhores oportunidades de trabalho (35%) e da baixa renda e instabilidade da agricultura familiar (34%). A crise climática é outra preocupação que pesa nas decisões: 64% consideram o aumento de eventos extremos um fator importante para planejar o futuro.

A pesquisa, conduzida em parceria com as secretarias de Desenvolvimento Rural; Planejamento, Governança e Gestão; e com o Departamento de Economia e Estatística do governo do Estado, é realizada a partir de questionários aplicados presencialmente aos jovens rurais e aos responsáveis pelas propriedades. O objetivo é obter 3,9 mil respostas em 466 municípios para, posteriormente, subsidiar políticas para fortalecer a sucessão geracional no campo.

O envelhecimento do campo gaúcho – Um levantamento da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do RS (Fetraf-RS), publicado em julho, mostrou que o número de jovens caiu pela metade na maioria das regiões rurais do RS em 20 anos – reforçando a urgência de políticas que mantenham as novas gerações na agricultura familiar.

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