Maria: pé no chão e assunção! Comentário de Chico Alencar

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16 Agosto 2026

"Sim, Maria sobe... às montanhas, grávida e célere, ao encontro de sua prima Isabel. Que estava igualmente "preparando outra pessoa", o profeta João Batista", escreve Chico Alencar, deputado federal - PSOL-RJ, ao comentar o Evangelho da festa da Assunção de Nossa Senhora.

Segundo ele, "por coincidência, hoje, 16/8, começa no Brasil a campanha eleitoral nacional. Que os mais de 14 mil postulantes à presidência da República, ao Congresso Nacional, aos governos e assembleias estaduais, ouçam o cântico de Maria!"

Eis o comentário.

Esse domingo, na liturgia católica, é o da festa da Assunção de Nossa Senhora.

Não há registros, nos Evangelhos, desta "subida aos céus" da mãe de Jesus. Mas o que Lucas (1, 39-56) narra é de uma beleza extraordinária.

Sim, Maria sobe... às montanhas, grávida e célere, ao encontro de sua prima Isabel. Que estava igualmente "preparando outra pessoa", o profeta João Batista.

Ambas "cheias de graça", vibram com essa dádiva. A jovem Maria entoa, então, um magnífico canto de louvor a Deus, e de repúdio a tudo que degrada nossa condição humana e divina.

Exalta as maravilhas de ser, a bondade santa Daquele que preferiu a "humildade de sua serva". Um Deus que "sacia os famintos de bens e despede os ricos de mãos vazias". Que "derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes". Uma revolução: sonho alto com o pé no chão!

Por coincidência, hoje, 16/8, começa no Brasil a campanha eleitoral nacional. Que os mais de 14 mil postulantes à presidência da República, ao Congresso Nacional, aos governos e assembleias estaduais, ouçam o cântico de Maria!

E "se elevem", sem soberba, mentiras e demagogia! E assumam compromisso com a Política do bem comum, em defesa dos sempre deixados à margem.

Que desprezem os "tronos" dos autoritários e belicosos, que se arvoram em "donos do mundo". E entendam que o poder só tem sentido se for para servir.

Ocupar cargos públicos eletivos é para ajudar a transformar a sociedade, superando injustiças e opressões. Para representar, e não substituir, chamando à participação. Para, indo além do imediatismo interesseiro, semear valores que prosseguirão, como o Magnificat de Maria, "de geração em geração"!

Assim seja!

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