USA Rare Earth troca comando após compra da única mina brasileira de terras raras

Foto: Serra Verde/Divulgação

Mais Lidos

  • OpenAI: a história do ataque hacker descontrolado à IA também preocupa a China

    LER MAIS
  • O mundo como refém: sequestros, assassinatos de Estado e a escalada rumo à guerra nuclear. Entrevista com Eden Pereira

    LER MAIS
  • A Argentina é um país racista?

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

23 Julho 2026

CEO da Serra Verde, Thrasyvoulos Moraitis, assumirá o comando global da mineradora estadunidense após fechar a fusão entre as empresas.

A informação é publicada por ClimaInfo, 22-07-2026.

O CEO da Serra Verde Group, Thrasyvoulos Moraitis, assumirá o comando da mineradora USA Rare Earth (USAR), poucos meses após negociar a fusão entre as duas empresas. O executivo substituirá Barbara Humpton na USAR a partir de outubro, em uma mudança que sinaliza a importância da operação brasileira na estratégia de expansão do grupo estadunidense, ressalta a CNN Brasil.

A Serra Verde Group é dona da Serra Verde Pesquisa e Mineração, responsável pela mina e pela planta de Pela Ema, em Goiás, a única do Brasil com exploração comercial de terras raras. A fusão com a USAR foi estimada em US$ 2,8 bilhões (R$ 14,2 bilhões), sendo US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) em dinheiro e o restante em ações. Além da operação, as duas empresas também firmaram um acordo de 15 anos para fornecer toda a produção da fase inicial de Pela Ema a uma empresa capitalizada pelo governo dos Estados Unidos e por entes privados.

A expectativa dos executivos da Serra Verde e da USAR é concluir o negócio até agosto. No entanto, há um procedimento administrativo aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em maio para avaliar se a fusão configura uma concentração de mercado.

Além da preocupação regulatória, a participação do governo dos EUA na USAR levanta dúvidas em Brasília sobre o fato da única mina de terras raras em operação no Brasil estar sob controle de uma empresa associada a um governo estrangeiro. A USAR assinou um pacote de financiamento de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,1 bilhões) com o Departamento de Comércio dos EUA que garante participação acionária ao governo estadunidense.

As terras raras são minerais estratégicos para a expansão da inteligência artificial, transição energética e sistemas de defesa. O Capital Reset lembra que a aquisição, que pode criar a primeira cadeia integrada de suprimentos desses minerais fora da Ásia, ocorre em um momento em que os EUA e a Europa buscam reduzir sua dependência dos minerais da China, que hoje controla esse mercado.

InvestNews e Investing.com também repercutiram a notícia.

Leia mais