‘Grandeza para a luta camponesa’, diz líder do MST sobre terra conquistada para 6 mil famílias

MST realizou ocupação de terras durante a madrugada | Foto: MST Pernambuco/Bdf

Mais Lidos

  • Michel Foucault: a engenharia do ódio social. Artigo de Alexandre Francisco

    LER MAIS
  • RS deve enfrentar primeira onda de tempestades sob El Niño

    LER MAIS
  • Um dos primeiros sinais do lawfare no Brasil foi o processo de impeachment que se abateu sobre Dilma Rousseff. Entrevista com Gisele Cittadino

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

15 Julho 2026

Acordo firmado pelo governo federal com o Grupo João Santos permitiu o pagamento de dívidas tributárias com terras destinadas à reforma agrária. A medida vai beneficiar quase 6 mil famílias com a criação de dois assentamentos na Paraíba e outros 31 no Maranhão, vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A área total equivale a mais de 100 mil campos de futebol.

A informação é de Larissa Bohrer e Maria Teresa Cruz, publicada por Brasil de Fato, 14-07-2026. 

Ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Edivan Oliveira Reis, liderança do MST-MA, afirma que a decisão aponta para as causas do que o Brasil vive hoje: muita terra na mão de poucos. “O Grupo João Santos é um grupo empresarial que se instalou na região do Baixo Parnaíba no final da década de 1970 e dominou territórios na beira do rio Parnaíba, mas também adentrando o cerrado maranhense lá nas décadas de 1980. Atuou na questão de desmatamento, derrubada de palmeiras de coco babaçu, o que destruiu a região como um todo”, resume.

Reis explica que o grupo empresarial chegou à região falando em desenvolvimento e geração de emprego. “Terminou não entregando isso para a população e deixando uma região totalmente degradada, empobrecida, jogada ao caos”, relata.

Para o militante do MST, essa oferta do governo Lula “é uma grandeza para a história da luta camponesa na região, marcada por longas disputas por terra”.

Segundo Edivan Oliveira Reis, agora virá um processo burocrático legal que emitirá a posse das famílias na terra em que estão assentadas. “O que a gente espera é a entrega oficial para o assentamento, para que as famílias possam produzir nessas terras. É um resultado muito importante porque estamos num local onde o agronegócio é muito forte”, destaca.

O “Terra da Gente” é o programa que acelera a negociação entre o governo e empresas que estão em processo de endividamento. “O programa facilita essa negociação. No meu entendimento, ele vem fomentar o processo de reforma agrária”, define.

Leia mais