Leão XIV pede cessar-fogo na Ucrânia e em Gaza: "A violência, com tantas mortes, deve acabar agora"

Foto: Vatican Media

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14 Agosto 2025

  • O Papa, quando questionado se estava preocupado com a possibilidade de deportar a população civil de Gaza, respondeu que estava "muito preocupado" e insistiu que "a crise humanitária deve ser resolvida" porque "não pode continuar assim".
  • "Reconhecemos a violência do terrorismo e respeitamos os muitos que morreram, incluindo os reféns. Devemos libertar os reféns, sim, mas também os muitos que estão realmente morrendo de fome", enfatizou o pontífice na entrada da Villa Barberini.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 13-08-2025.

O Papa Leão XIV pediu na quarta-feira que "busquemos sempre o diálogo e o trabalho diplomático" em vez da violência e pediu um "cessar-fogo" na Ucrânia, em resposta a perguntas de jornalistas ao chegar a Castel Gandolfo, onde passará mais umas férias.

"Sempre busquei um cessar-fogo... Precisamos acabar com a violência agora, com tantas mortes (...) É por isso que devemos sempre buscar o diálogo, o trabalho diplomático, não a violência", disse o pontífice aos jornalistas.

As declarações de Leão XIV foram feitas em resposta a perguntas sobre a recente videoconferência entre os líderes da União Europeia, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, e o presidente dos EUA, Donald Trump, antes da aguardada cúpula de sexta-feira entre Trump e seu homólogo russo, Vladimir Putin, no Alasca.

O Papa, quando questionado se estava preocupado com a possibilidade de deportação da população civil de Gaza, respondeu que estava "muito preocupado" e insistiu que "a crise humanitária deve ser resolvida" porque "não podemos continuar assim".

"Reconhecemos a violência do terrorismo e respeitamos os muitos que morreram, incluindo os reféns. Devemos libertar os reféns, sim, mas também os muitos que estão realmente morrendo de fome", enfatizou o pontífice ao entrar na Villa Barberini, onde passará os próximos seis dias.

O pontífice lembrou que a Santa Sé "não pode impedir as guerras", mas que está trabalhando para promover o entendimento: "Estamos pressionando pelo diálogo, buscando soluções. Esses problemas não se resolvem com a guerra. Devemos sempre buscar a paz", insistiu.

Depois de passar 16 dias em julho em Villa Barberini, a cidade que foi a residência de verão dos papas, mas que Francisco nunca visitou, Leão XVI, após realizar sua audiência geral esta manhã, foi para lá descansar e se refugiar do calor extremo da capital italiana.

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