Homem que planejou ataque em show da Lady Gaga é preso no Rio Grande do Sul

Foto: Alexandre Macieira/Riotur | Agência Brasil

Mais Lidos

  • Novo bispo em Roma, um bispo novo para a Diocese de Lages. Artigo de P. Vitor Hugo Mendes

    LER MAIS
  • Nesta entrevista exclusiva, o filósofo reflete sobre a passagem do tempo, os ataques à Constituição Federal, a troca de nomes no Ministério dos Povos Indígenas e a tensão política eleitoral de 2026

    Marco temporal: ‘Nunca engoliram as nossas conquistas na Constituinte’. Entrevista com Ailton Krenak

    LER MAIS
  • O Papa descreve o Concílio Vaticano II como a "estrela polar do caminho da Igreja" e apela ao progresso na "reforma eclesial"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Mai 2025

Operação coordenada entre Ministério da Justiça e Polícia Civil cumpriu 15 mandados de busca e apreensão

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 04-05-2025.

Um homem suspeito de ser o articulador de ataques com bombas caseiras no show da Lady Gaga, no Rio de Janeiro, foi preso neste domingo (4), no Rio Grande do Sul. Luis Fabiano da Silva é acusado de ser o organizador da ação, por meio das redes sociais. A ameaça foi identificada em operação conjunta do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A Operação Fake Monster – em referência aos fãs da cantora, que se identificam como little monsters – identificou pessoas que estavam recrutando participantes, inclusive adolescentes, para realizar ataques durante o show com explosivos caseiros. Um adolescente também foi apreendido.

A operação foi baseada em um relatório técnico produzido pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça, que havia recebido um alerta da Inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre a atuação de grupos de ódio no show da Lady Gaga.

Segundo o Ministério da Justiça, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão contra nove pessoas nas cidades de Campo Novo do Parecis (MT); Rio, Niterói e Duque de Caxias (RJ); São Sebastião do Caí (RS); e Cotia, São Vicente e Vargem Grande Paulista (SP). Nos endereços dos investigados foram apreendidos dispositivos eletrônicos e outros materiais.

Nas redes dos envolvidos foram encontrados discursos de ódio contra a população LGBT+, crianças e adolescentes e promoviam a radicalização de adolescentes, automutilação, pedofilia e a distribuição de conteúdos violentos nas redes. O grupo tentativa dissimular o ataque como um desafio de rede social.

Segundo o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, os investigados serão autuados por terrorismo. “Eles planejavam um ataque terrorista. Até por isso estamos divulgando somente hoje, para não criar alarde, espalhar pânico. Foi uma operação importante, que não interferiu no desenrolar do evento, mas impediu que um mal maior acontecesse”, afirmou, em coletiva na tarde deste domingo.

O show da Lady Gaga no Rio de Janeiro reuniu mais de 2,1 milhões de pessoas. A cantora é reconhecida por posicionamentos em defesa das mulheres e da comunidade LGBTQIAPN+.

Leia mais