Afresco de Michelangelo na Capela Sistina é racista, diz pesquisadora

Foto: Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

27 Fevereiro 2024

A pesquisadora estadunidense de análise crítica do discurso e professora da Universidade de Washington, Robin Jeanne DiAngelo, disse que a representação de Michelangelo de Deus na criação de Adão na Capela Sistina, pintada por volta de 1512, “é a convergência perfeita da supremacia branca e do patriarcado”.

A reportagem é de Edelberto Behs.

“A única imagem que uso para capturar a supremacia branca é a Capela Sistina de Michelangelo, Deus criando o homem, onde Deus está um uma nuvem e há todos esses anjos, e Ele está estendendo a mão e tocando – não sei quem é, Davi ou algo?” – disse DiAngeli em entrevista ao podcastNot Your Ordinary Parts”.

DiAngelo cunhou, em 2011, o termo “fragilidade branca” para descrever o que ela entende por reações defensivas que os brancos experimentam quando são colocados em situações quando precisam refletir sobre a raça.

No livro White Fragility: Why It’s So Hard for White People do Talk about Racism (Fragilidade branca: por que é tão difícil para os brancos falarem sobre racismo) a autora afirma que “uma identidade branca positiva é uma meta impossível. A identidade branca é inerente e racista; os brancos não existem fora do sistema de supremacia branca”.

White Fragility: Why It’s So Hard for White People do Talk about Racism, de Robin DiAngelo. (Foto: Divulgação)

Sobre a criação de Adão, pintada na capela Sistina, DiAngelo observou que Deus e os anjos icônicos no afresco de Michelangelo são todos brancos. “Essa é a convergência perfeita da supremacia branca e do patriarcado”, disse ela.

Leia mais