Fórum Social das Periferias de Porto Alegre tem início no dia 1º de maio

Caminhada de abertura do Fórum Social das Periferias de Porto Alegre acontecerá na Ilha Grande dos Marinheiros, às 10h30 do dia 1º de maio. (Foto: Caroline Ferraz | Sul 21)

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25 Abril 2023

Durante toda a semana, atividades em diversas localidades da capital vão dar voz a coletivos e cidadãos periféricos.

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 25-04-2023.

Entre os dias 1º e 6 de maio acontece o I Fórum Social das Periferias de Porto Alegre (FSPPA). Organizado por meio de eixos temáticos, o evento procura alertar o Poder Público sobre a situação das comunidades periféricas. Todas as atividades ocorrerão nos territórios com a participação dos moradores, lideranças comunitárias, militantes e convidados e serão transmitidas pelas redes oficiais do evento.

A caminhada de abertura será no Dia do Trabalhador e de Trabalhadora (1º), na Ilha Grande dos Marinheiros. A saída está prevista para as 10h30, em frente a creche da tia Jussara, Rua Santa Rita de Cássia, 90. Durante todo o evento acontecerá uma feira da economia solidária.

"Porto Alegre está vivendo um momento muito importante no que se refere à luta popular pelos direitos da população de periferia. O Fórum vem para ajudar a fortalecer a voz de quem sempre é ignorado pelo Estado, bem como pelos espaços políticos", explica o advogado e militante comunitário Fabiano Negreiros.

Uma das organizadoras do Fórum, Rosa Helena Cavalheiro Mendes explica que o que motivou a construção do encontro foi a perda de direitos da população. Entre eles, estão congelamento da saúde, educação e área social.

"Claro que a busca é bem maior porque a gente não quer só educação, saúde, assistência social. Queremos uma comunidade que tenha mais segurança, políticas públicas na cultura, uma defesa maior dos nossos LGBTs, a defesa da questão do racismo. Temos várias linhas de debate", aponta.

"Anseios, receios, dúvidas e pedidos"

Rosa pontua que pretende-se trazer os governantes para a discussão nas periferias. Afirma que "a população está cansada de ser aquela que carrega o piano, queremos ser também aquelas pessoas que tocam a música". Acredita que através dos debates será possível chegar a propostas que serão levadas até o Poder Público, levando os "anseios, receios, dúvidas e pedidos do que não se tem hoje".

Ela exemplifica com a questão da saúde pública. "Empresas terceirizadas estão tirando profissionais e não relocando, deixam às vezes quatro, cinco, até seis dias um posto médico à deriva sem um médico para atender à população, com profissionais da saúde fazendo várias funções. Toda hora trocando profissionais, fazendo com que não se tenha acompanhamento."

Recorda ainda que há anos não são construídas novas creches nas comunidades. "São essas coisas que para nós têm que ser discutidas com o governo e eles têm que melhorar", afirma Rosa.

"O Fórum vem para ajudar a fortalecer a voz de quem sempre é ignorado pelo Poder Público, bem como pelos espaços políticos", complementa Fabiano. "O Fórum, conforme já diversas manifestações de seus participantes, caminhará para tornar-se um espaço permanente de luta e resistência das comunidades em relação às diversas violações de seus direitos", assegura.

O evento é organizado por movimentos culturais e sociais, associações, coletivos, cooperativas e cidadãos da periferia da Capital. Articulam-se através de grupos de trabalho focados nos diferentes eixos temáticos que permeiam as discussões sobre temas que afetam diretamente a qualidade de vida da população porto-alegrense.

Na agenda de atividades estão programados debates sobre cultura, educação, formação política de base, habitação, saúde, assistência social, combate ao racismo, entre outros.

As atividades, manifestações, painéis e rodas de conversa previstas para acontecer nas diferentes localidades serão transmitidas pelas redes sociais do Fórum. A programação pode ser acompanhada no site oficial.

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