México. Jesuítas lamentam que Estado não garanta a justiça. Três meses após o assassinato de jesuítas

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22 Setembro 2022

 

Três meses após o assassinato dos padres Joaquín César Mora Salazar, "Padre Morita" e Javier Campos Morales, mais conhecido como "Padre Gallo", bem como o guia turístico Pedro Palma, membros da comunidade jesuíta lamentaram que o Estado não tenha garantido a justiça.

 

A reportagem é de Alejandra Sanchez, publicada por El Diario, 21-09-2022.

 

“Lamentamos que o governo não tenha conseguido implementar uma estratégia de segurança ou oferecer justiça elementar, deixando de prender a pessoa identificada como responsável”, disse Héctor Fernando Martínez, padre de Sisoguichi.

 

Homenagem aos padres Joaquín César Mora Salazar e Javier Campos Morales, assassinados em Chihuahua. (Foto: Reprodução) 

 

Da mesma forma, o eclesiástico disse que, em vários pontos do país, é claro que, neste aspecto específico, o governo do estado e o Ministério Público da Zona Oeste não fizeram o seu trabalho.

 

Da mesma forma, Javier Pato Ávila destacou que continuam aguardando resultados e pronto acesso à justiça.

 

Na tarde em que ocorreram os fatos, Pedro Palma Gutiérrez, que estava sendo perseguido por Noriel Portillo Gil, vulgo “El Chueco”, entrou no templo Cerocahui para tentar se refugiar, mas o agressor decidiu matá-lo e aos dois padres.

 

Héctor Fernando Martínez, um padre de Sisoguichi, disse que o padre que presenciou o ato violento narrou que “El Chueco”, percebendo o que havia feito, perguntou se Deus o perdoaria. "Deus vai me perdoar, padre?" Ele respondeu que sim, mas não para levar os corpos, porém, os ignorou e os levou.

 

Após 72 horas, a Procuradoria Geral do Estado informou que as vítimas já haviam sido localizadas, ao que Luis Gerardo Moro Madrid, provincial da Companhia de Jesus no México, afirmou que se a autoridade conseguisse recuperar os corpos dos jesuítas e de um leigo, porque não é possível recuperar também os corpos de tantas vítimas de desaparecimento.

 

Joaquín César Mora SalazarMorita”, nasceu em 28 de agosto de 1941 em Monterrey, Nuevo León. Entrou na Companhia de Jesus em 30 de julho de 1958 aos 16 anos.

 

Em 1º de maio de 1971, foi ordenado sacerdote em Monterrey. Foi missionário na Sierra Tarahumara durante seis meses em 1976, em Sisoguichi, onde foi vigário cooperador.

 

Na mesma Tarahumara fez a Terceira Provação em 1976 e retornaria de 1998 a 1999, a partir de 2000 atuou como vigário paroquial em Chínipas, até 2006, depois como vigário cooperante em Cerocahui a partir de 2007.

 

Javier Campos Morales, o 'Padre Gallo', nasceu em 13 de fevereiro de 1943 na Cidade do México. Entrou na Companhia de Jesus em 14 de agosto de 1959 e em 1972 foi ordenado sacerdote. Um ano depois, iniciaria sua missão como superior local, vigário pastoral e episcopal na Sierra Tarahumara, na comunidade de Norogachi.

 

Tornou-se pároco em Guachochi (1974-1983), em Chinatú (1987-1999) e em Cerocahui (1996-2016). Desde 2019 e até antes de seu assassinato, foi superior da Missão Jesuíta, pároco, vigário da Pastoral Indígena da Diocese de Tarahumara e conselheiro regional das Comunidades Eclesiais de Base.

 

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