Covid: 1.200 doses de vacina serão “presenteadas” pelo papa aos necessitados na Páscoa

Foto: Pixabay

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27 Março 2021

 

Vacinas grátis para os pobres na Páscoa. Para a Semana Santa, o Papa Francisco decidiu mandar vacinar 1.200 pessoas necessitadas e lançou a iniciativa da “vacina suspensa”, para que qualquer pessoa possa pagar online pelos medicamentos anti-Covid-19 para os pobres em nome da instituição de caridade do papa. São iniciativas, como explicou o cardeal esmoleiro apostólico, Konrad Krajewski, voltadas a dar concretude aos diversos apelos de Bergoglio para que ninguém seja excluído da campanha de vacinação contra o coronavírus.

A reportagem é de Francesco Antonio Grana, publicada em Il Fatto Quotidiano, 26-03-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ainda no início da vacinação no Vaticano, o papa havia mandado vacinar 25 pobres assistidos pela Esmolaria Apostólica. Antes da Páscoa, outras doses da vacina Pfizer-Biontech, adquiridas pela Santa Sé e oferecidas pelo Hospital Spallanzani, por meio da Comissão Vaticana Covid-19, serão destinadas à vacinação das pessoas mais necessitadas.

A vacinação dos pobres durante a Semana Santa ocorrerá na estrutura especificamente montada dentro da Sala Paulo VI no Vaticano, e será usada a mesma vacina administrada ao papa e aos empregados da Santa Sé.

Os médicos e agentes de saúde envolvidos serão os voluntários que atuam permanentemente no Ambulatório Madre di Misericordia, situado debaixo da colunata de Bernini, os empregados da Diretoria de Saúde e Higiene do Governatorado do Estado da Cidade do Vaticano e os voluntários do Instituto de Medicina Solidária e do Hospital Spallanzani.

A Esmolaria Apostólica também já ativou o link em seu site onde é possível doar uma “vacina suspensa” para outras pessoas necessitadas, para que o Vaticano possa comprar e vacinar outras pessoas pobres nas próximas semanas.

São gestos que se seguem ao apelo repetido várias vezes com veemência pelo papa: “Peço a todos: aos responsáveis dos Estados, às empresas, aos órgãos internacionais, que promovam a cooperação e não a concorrência, e busquem uma solução para todos: vacinas para todos, especialmente para os mais vulneráveis e necessitados de todas as regiões do planeta. Em primeiro lugar, os mais vulneráveis e necessitados!”.

Bergoglio também lembrou que, “neste tempo de escuridão e de incertezas devido à pandemia, aparecem diversas luzes de esperança, como as descobertas das vacinas. Mas, para que essas luzes possam iluminar e levar esperança para o mundo inteiro, elas devem estar à disposição de todos. Não podemos deixar que os nacionalismos fechados nos impeçam de viver como a verdadeira família humana que somos. Também não podemos deixar que o vírus do individualismo radical nos vença e nos torne indiferentes ao sofrimento de outros irmãos e irmãs. Não posso me colocar antes dos outros, colocando as leis do mercado e das patentes de invenção acima das leis do amor e da saúde da humanidade”.

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