Música de Chico César deixa evangélicos ofendidos

Foto: Wikimedia Commons/Ministério da Cultura

Mais Lidos

  • Começa a Copa do Mundo mais quente de todos os tempos, encobrindo os petrodólares por trás das mudanças climáticas

    LER MAIS
  • A Anthropic revela ao público sua arma mais poderosa: Claude Fable 5, a IA dos Mythos, chega ao mercado

    LER MAIS
  • “O governo ficou seduzido pelas possibilidades arrecadatórias das bets e se juntou ao lobby das empresas de apostas”, alerta o pesquisador

    Copa do Mundo e a influência das bets no mercado nacional. Entrevista especial com Marcelo Pereira de Mello

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

17 Agosto 2020

O cantor e compositor paraibano Chico César lançou a música “Bolsominions são demônios”, criticando subrepticiamente eleitores evangélicos do presidente Jair Messias Bolsonaro “que saíram do inferninho direto pro culto para brincar de amigo oculto com satã num condomínio”.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

“Quem está endemoninhado é você e se você quiser a gente faz uma oração e Deus tira o demônio de você”, reagiu a vereadora Eliza Virgínia, da Câmara Municipal de João Pessoa. “Ele envergonha a Paraíba”, disse, acusando o compositor de incitar a “cristofobia”.

Também o pastor Estevam Fernandes, da Igreja Batista, lamentou a criação da letra e a música do cantor. “Tenho muito respeito a Chico César. Ele é excepcional, representa a Paraíba, mas acho que, mesmo em nome da liberdade de expressão, não podemos desrespeitar os outros. Lamento que de alguma forma ele ofende espiritualmente grande parte da população brasileira”, afirmou.

A letra de “Bolsominions são demônios” diz:

"Bolsominions são demônios
Que saíram do inferninho
Direto pro culto para brincar de amigo oculto com satã num condomínio

Bolsominions são vergonhas
Que pastavam distraídos
Whisky modesto, horror a festa
E a risada instruída

A bolsa de valores sem valores
Os corpos molhados sem alma
O sangue de barata e a raiva por toda humanidade que não quer ser salva

A bolsa de valores sem valores

Os corpos molhados sem alma

O sangue de barata e a raiva por toda humanidade que não quer ser salva"

Leia mais