Vulnerabilidade da população negra à violência policial e à pandemia revela racismo estrutural no Brasil

Foto: Unsplash

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Junho 2020

A mais ampla e intensa onda de protestos contra o racismo nos EUA desde o assassinato do ativista Martin Luther King em 1968, impulsionada pelo assassinato de George FLoyd, um homem negro asfixiado até a morte por um policial branco, repercutiu em todo o mundo, inclusive no Brasil, e veio ao encontro de uma realidade que o Brasil conhece bem. No Rio de Janeiro,duas manifestações em torno do movimento global Black Lives Matter (em português, Vidas Negras Importam), uma no centro da cidade e outra em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado do Rio de Janeiro, gritavam pelo fim das mortes de jovens negros nas favelas, como a de João Pedro de 14 anos assassinado em abril dentro de casa durante uma operação policial em São Gonçalo. Aqui como nos EUA, os negros têm sido o alvo principal da brutalidade policial.

A reportagem é de Andréa Vilhena, publicada por CEE-Fiocruz, 11-06-2020.

O blog do CEE-Fiocruz convidou dois pesquisadores para discutir o tema do racismo, estrutural e institucional, instalado no país, Palloma Menezes, professora do Departamento de Ciências Sociais da UFF, e Alexandre Magalhães, professor do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFRGS, ambos integrantes da equipe de pesquisa do Dicionário de Favelas Marielle Franco.

“As denúncias e notícias relacionadas tanto aos casos de violência policial quanto aos cuidados que dizem respeito aos impactos do novo coronavírus nos revelam algo acerca do racismo estrutural, institucionalizado e culturalmente enraizado que organiza as relações sociais no Brasil”, destaca Alex, no artigo Racismo Estrutural no Brasil.

Como forma de luta pela sobrevivência, a população negra, maioria dos habitantes de áreas com baixo IDH nas grandes cidades brasileiras, em geral favelas e periferias, tem buscado formas para se proteger da ameaça da Covid-19. Nesse contexto, “as organizações locais têm tido um papel muito importante, de crítica à situação atual por um lado e de apresentação de soluções por outro... dando uma aula de (articulação), que é fruto de associações e mobilizações já existentes há muito tempo, mas também da urgência do momento”, mostra Palloma em entrevista concedida ao blog.

 

Notas:

  • Artigo Racismo Estrutural no Brasil, de Alexandre Magalhães. Disponível aqui.
  • Entrevista com Palloma Menezes. Disponível aqui.

 

Leia mais