Desmatamento da Amazônia Legal segue com tendência de aumento, informa o Imazon

Desmatamento. | Foto: Ibama, Flickr.

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08 Janeiro 2019

O desmatamento na Amazônia Legal segue com tendência de aumento, segundo dados do Boletim do Desmatamento (SAD) novembro 2018 divulgados pelo Imazon.

A informação é de Stefânia Costa, publicada por Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, 04-01-2019.

O Estado do Pará contribuiu com 63% dos alertas de desmatamento registrados em novembro de 2018. As áreas que mais sofreram destruição encontram-se principalmente no nordeste do estado, na região da Terra do Meio, e no oeste com alta concentração de alertas na região da Calha Norte (área que reúne o maior bloco de florestas protegidas do mundo).

O desmatamento cresceu também no Amazonas, estado com o segundo maior número de alertas (12%), seguido por Rondônia (9%), Mato Grosso (7%), Roraima (5%) e Acre (4%).

Unidades de Conservação

O Boletim apresenta, ainda, o ranking das 10 Unidades de Conservação com maior número de alertas de desmatamento em novembro de 2018, das quais 6 estão no Pará como é o caso da Área de Preservação Ambiental Triunfo do Xingu e da Floresta Nacional do Jamanxim. A Reserva Chico Mendes, no Estado do Acre, registrou o segundo maior número de alertas de desmatamentos em novembro de 2018.

Terras Indígenas

As TIs mais pressionadas por desmatamentos em novembro de 2018 estão no Estado do Pará. Outro ponto de atenção encontra-se na fronteira do Amazonas com Roraima onde Terras Indígenas sofrem pressão de desmatamento.

Desmatamento acumulado

Para o período acumulado de agosto a novembro de 2018, o desmatamento dobrou em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 1.463 km2 de florestas perdidas. Já o desmatamento detectado no mês de novembro de 2018 foi 4 vezes maior do que em novembro de 2017.

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