Frente Democrática Nacional

Teotônio Vilela, já doente, em diálogo com Carlos de Brito Velho. No fundo, Ulisses Guimarães, Nelson Carneiro e Tancredo Neves. | Foto: Reprodução

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08 Novembro 2018

"É hora de preparar uma grande Frente Democrática Nacional", escreve Luiz Alberto Gomez de Souza, sociólogo. 

Eis o texto.

É hora de preparar uma grande Frente Democrática Nacional. Ela deveria ser constituída sem hegemonias, aberta a todas as pessoas de boa vontade, partidos e movimentos sociais, com clara opção democrática, em defesa de nossa soberania ameaçada por uma política entreguista criminosa e dos direitos sociais em perigo.

Inclusive, muitos que votaram no presidente eleito, por medo à insegurança e com má informação, poderiam ser convocados a um diálogo plural.

Temos um exemplo histórico. Teotônio Vilela apoiou o golpe num primeiro momento e foi senador pela ARENA. Rompeu com o governo militar e passou para o MDB, fazendo uma cruzada pela redemocratização. Viajou pelo país pregando a volta à democracia e foi conhecido como o menestrel das Alagoas. No Sul, Paulo Brossard de Souza Pinto fez parte do governo estadual que também apoiou o golpe mas, de pensamento liberal, rompeu com a ditadura. E assim vários outros.

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