15 Dezembro 2016
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) expulsaram cinco comandantes que se recusaram a se desmobilizar e se unir ao processo de paz com o governo do presidente Juan Manuel Santos para encerrar mais de cinco décadas de guerra, disse a liderança da guerrilha.
Os cinco comandantes, todos de unidades presentes na floresta do sudeste do país, incluem um participante das conversas de paz realizadas durante quatro anos em Cuba.
A informação é publicada por O Estado de S. Paulo, 15-12-2016.
"Esta decisão é motivada pela conduta recente deles, que contradiz nossa linha político-militar", informaram líderes das Farc em um comunicado divulgado no final da terça-feira 13. "Pedimos a todos os combatentes que foram induzidos a este caminho sem futuro para se distanciarem desta decisão equivocada tomada por seus comandantes", acrescentaram.
Os comandantes expulsos são o segundo grupo de rebeldes a declararem sua oposição ao acordo de paz, mediante o qual as Farc se converterão em um partido político desarmado. Em julho, um líder da Primeira Frente e alguns de seus combatentes deixaram o grupo em protesto contra o pacto.
Autoridades policiais e militares expressaram temores de que alguns guerrilheiros não se desmobilizarão e manterão o controle das operações lucrativas de cultivo de coca e tráfico de cocaína.
Um acordo de paz modificado, que foi delineado depois que a primeira versão foi rejeitada no plebiscito realizado em outubro, foi assinado pelo líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, e pelo presidente Santos, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para chegar ao entendimento.
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