CUT-RS repudia ‘parecer relâmpago’ de Alceu Moreira para reforma da Previdência

Imagem: Alceu Moreira - PMDB Nacional/Flickr

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12 Dezembro 2016

A CUT-RS manifestou nesta sexta-feira (9) indignação e repúdio ao “parecer relâmpago” do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), relator da PEC 287, da reforma da Previdência, formalizado ontem, apenas dois dias depois de o Planalto enviar a proposta de reforma da Previdência à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O texto impõe idade mínima de 65 anos para homens e mulheres acessarem a aposentadoria, bem como uma contribuição mínima de 49 anos de contribuição para obtenção do benefício integral.

A reportagem é publicada por Sul21, 09-12-2016.

“É vergonhoso que um deputado apresente um parecer sobre um assunto tão importante sem ouvir absolutamente ninguém. Em nenhum momento da campanha eleitoral Alceu disse aos eleitores gaúchos que era a favor de uma reforma na Previdência que, se for aprovada, vai retirar direitos históricos da classe trabalhadora e fará com que milhões de brasileiros morram trabalhando porque não conseguirão se aposentar”, disse o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

A proposta deve passar nos próximos dias por votação na CCJ e, se aprovada, encaminhada para Comissão Especial julgar o mérito das alterações pretendidas na Constituição Federal.

‘Aposentados vagabundos’

No dia 24 de outubro, em sessão ordinária da Câmara dos Deputados, Alceu Moreira fez um pronunciamento ofensivo aos aposentados. “Aviso aos navegantes, o tempo da ‘vagabundização’ remunerada acabou. Não adianta gritar. Vagabundo remunerado não receberá”, disse. Ao ser alertado por parlamentares para respeitar os trabalhadores, o peemedebista retrucou: “Dispenso conselhos”. Ele fazia referência aos aposentados por invalidez.

Nespolo diz que é preciso mobilização da classe trabalhadora contra os ataques à Previdência. “Precisamos fazer com que as pessoas se levantem do sofá e tomem as ruas com a juventude, pois, se essa maldita reforma passar no Congresso, voltaremos ao período da escravidão, o que é impensável (…) Não daremos sossego aos deputados e senadores que apoiam Temer e que querem nos obrigar a trabalhar a vida inteira, retirar o direito de se aposentar e ter uma velhice com dignidade”, disse.

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