Arcebispo Hieronymus: "A Grécia não pode ser um armazém de seres humanos"

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14 Abril 2016

O arcebispo de Atenas e de toda a Grécia, Hieronymus II, durante um encontro com o administrador de Tessália, Konstantinos Agorastos, declarou que "a Grécia não pode mais ser um armazém de seres humanos". O sítio grego de informações religiosas Dogma, falando do encontro ocorrido nessa terça-feira entre o líder político e o religioso, relata outras declarações: "Para a questão dos refugiados – destacou Agorastos – devemos fazer um esforço para um diálogo inter-religioso; para enfrentar essa situação, a União das Regiões Gregas está do lado da Igreja ao oferecer todo conforto possível".

A reportagem é do sítio Il Sismografo, 13-04-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A região de Tessália agradeceu ao arcebispo pela sua contribuição na questão dos refugiados: "A Igreja sempre ajuda quem está em necessidade e dá uma esperança", concluiu Agorastos. O arcebispo agradeceu Agorastos e enfatizou que, tanto na região de Tessália, quanto no resto da Grécia, "os bispos entenderam os problemas e tentaram resolvê-los".

"Desse modo, os nossos esforços uniram a todos nós", disse Hieronymus, acrescentando que "todas as instituições juntas devem olhar para a frente e esquecer as coisas do passado. O nosso país está em uma situação muito difícil, e isso não diz respeito apenas aos problemas da pobreza, do desemprego e da insegurança. O grande problema é a falta de visão, a falta de esperança".

O arcebispo concluiu o seu discurso com uma reflexão apaixonada e dolorosa: "O emblema dessa falta de visão hoje é representado pela questão dos refugiados, um problema que afeta a Grécia, mas que é da Europa toda. Colocar arame farpado e barreiras, e proibir os refugiados de ir para outros países, que são responsáveis por esta situação, não é a solução! O nosso papel hoje, o da Grécia, é muito difícil. A nossa vida se torna difícil. Devemos mostrar amor por essas pessoas, mas é preciso lhes dizer que a sua casa não pode ser aqui para todos. É preciso tentar deixar essas pessoas irem para onde quiserem, ir ao encontro dos seus entes queridos em outros países ou retornar para as suas terras. Este lugar não tem a oportunidade, por causa da crise, de lhes oferecer trabalho e tudo o que eles sonham".