Bertone passa ao ataque: “É uma manobra para desviar a atenção do processo Vatileaks”

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Por: Jonas | 04 Abril 2016

O escândalo pelo suposto pagamento, com fundos de um hospital pediátrico, da reforma de seu ático de luxo, voltou a colocar o cardeal Bertone no olho do furacão. O próprio Vaticano abriu uma investigação sobre a questão, que atinge a linha de flutuação da austeridade auspiciada, e vivida, pelo Papa Francisco. Consciente disso, o ex-secretário de Estado passou ao ataque em algumas declarações ao Corriere della Sera, nas quais afirma: “não vou ceder diante de todos aqueles que me atacam” e relaciona as acusações contra ele a “uma manobra para desviar a atenção do processo Vatileaks”.

 
Fonte: http://goo.gl/KgIzG2  

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 01-04-2016. A tradução é do Cepat.

No caso de uma possível responsabilidade de Bertone, só o Tribunal de Cassação (Supremo) teria o poder de o julgar por ser cardeal. A investigação aponta que a reforma de seu ático – de 700 metros quadrados – pode ter sido financiada pela Fundação Bambino Gesú.

Por meio de seu advogado Michele Gentiloni Silveri, Bertone destacou que “o publicado em l’Espresso não está contra mim, mas a meu favor: confirma minha versão dos fatos”. O ex-secretário de Estado da Santa Sé se desvinculou de qualquer acusação e defendeu que “não sai”, posto que “trinta cardeais possuem casas melhores”.

Bertone defendeu que a carta escrita por Profiti não prova que a Fundação do hospital fosse pagar a renovação de seu ático. “A carta não faz nenhuma referência ao envolvimento econômico da Fundação, pelo contrário, nela falo de contribuições de terceiros. A carta é muito clara. Eu mesmo busquei benfeitores que pagariam a reforma de um apartamento que, recordemos, não é meu, é de propriedade do Governo”.

Também explicou que ele “vive somente no terceiro piso” e que a doação que fez ao hospital, após o caso se tornar público, ocorreu porque “depois de todo o dano causado quis fazer uma doação voluntária”.

Bertone também contou que teve um encontro com o Papa Francisco, na última Páscoa, mas que “não falaram sobre o assunto”. Por último, o ex-secretário de Estado da Santa Sé destacou que lhe “parece lógico” que o Vaticano tenha aberto uma investigação, uma vez que “o hospital é dependente do Vaticano”.