Católicos alemães pedem abertura do diaconato às mulheres

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02 Mai 2014

O Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK, Zentralkomitee der deutschen Katholilen) e as associações femininas católicas reforçaram o seu pedido pela admissão de mulheres ao diaconato. Eles o fizeram em Berlim no terceiro "Tag der Diakonin" (Dia da Diaconisa).

A reportagem é do sítio Katholische Nachrichtenagentur, 30-04-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Direito Canônico católico exclui as mulheres das funções das pessoas consagradas. No entanto, é controverso se isso também vale para o ofício de diácono. No ano passado, o cardeal Walter Kasper e o então presidente da Conferência Episcopal Alemã, o arcebispo Robert Zollitsch, de Friburgo, tinham convidado a refletir sobre um ofício diaconal feminino específico.

A presidente da Associação das Mulheres Católicas (Katholischer Deutscher Frauenbund), Maria Flachsbarth (CDU), pede que se ative um maior envolvimento das mulheres em todas as estruturas eclesiais e diaconais. Isso é essencial para uma renovação da Igreja, afirmou Flachsbarth, que também é secretária de Estado parlamentar no Ministério Federal para a Alimentação e a Agricultura.

A presidente geral da comunidade das mulheres católicas alemãs (Katholische Frauengemeinschaft Deutschlands), Maria Thereisa Opladen, explicou que, nas comunidades eclesiais, são principalmente as mulheres que se comprometem em nível social. É necessário, disse, confirmar isso também de um ponto de vista sacramental, com uma consagração.

Ao mesmo tempo, ela se declarou contrária à proposta de um ofício diaconal feminino específico. "Rejeitamos tal diaconato de segunda categoria", destacou Opladen. As duas associações representam, em conjunto, mais de 700 mil mulheres.

A presidente regional do Partido Verde de Berlim, Bettina Jarasch, definiu como muito útil para o compromisso diaconal feminino o fato de que a consagração seja confirmada como "claro encargo por parte da Igreja". A presidente da Rede Diaconato da Mulher (Netzwerk Diakonat der Frau), Irmentraud Kobusch, rejeitou o argumento de que a questão do diaconato feminino só pode ser decidido em nível de Igreja universal.

De fato, nem mesmo o diaconato permanente para os homens, introduzido pelo Concílio Vaticano II (1962-1965) existe em todos os Estados em que a Igreja Católica está presente. Além disso, o Papa Francisco exortou as Igrejas locais a viverem mais fortemente a sua independência, disse Kobusch.

A vice-presidente da ZdK, Claudia Lücking-Michel, explicou que a diaconia pertence à Igreja de maneira existencial e que tem também uma dimensão política. A Igreja, por exemplo, deve se comprometer mais com a luta pelas causas dos movimentos de pessoas em fuga em nível mundial.

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