Morre Clelia Luro, viúva de Jeronimo Podestá

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Por: Caroline | 06 Novembro 2013

Clelia Luro (foto), viúva do ex-bispo de Avallaneda, Jeronimo Podestá (foto) - figura central do Movimento de Sacerdotes para o Terceiro Mundo - que permanecia internada no hospital Güemes, em Buenos Aires, faleceu ontem à noite, de acordo com a conta no Twitter do teólogo Leonardo Boff.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 05-11-2013. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/l1Ntt0

Luro nasceu em uma família abastada, no bairro portenho da Recoleta, e estudou no Colégio do Sagrado Coração. Desde muito jovem, teve uma profunda vocação religiosa e vontade de ser freira, todavia também tinha “uma posição forte em relação ao Evangelho, a mensagem de Jesus, que não acompanhava, para mim, a instituição Igreja”, confessou, há alguns anos, em uma reportagem.

Viveu dez anos num engenho de açúcar do político e empresário Patrón Costas e, neste lugar, vivendo uma realidade brutal, atingiu um nível diferente de consciência: “Ali me conscientizei”, afirmou.

“Saindo de Santa Fé, passando por Callao, logo me casei e fui viver no engenho em Salta, onde comecei a viver a realidade dos indígenas, a realidade do país. Era de uma família de classe média alta e não havia tido a oportunidade de viver o drama da população. Havia feito cursos de medicina preventiva na Cruz Vermelha. E, então, montada a cavalo, ia ao encontro do povo, nas cabanas em Orán, ensinar as crianças sobre alimentação, colaborar com o médico do engenho, fazer prevenção, visto que ali as crianças morriam como moscas”, relatou.

Em 1996, novamente em Buenos Aires, quando era uma mulher separada e com seis filhos, conheceu Jeronimo Podestá, que era bispo de Avellaneda, com quem depois compartilhou sua vida – de amor e militância – e a presidência da Federação Latino-Americana de Sacerdotes Casados, até a morte de Podestá, aos 79 anos, em 23 de junho de 2000.

Lembrando-se deste momento, disse: “Jeronimo era um líder no país, era o bispo dos trabalhadores, qualquer problema, greves, paralisações, ele estava como eles”.