Os lefebvrianos expulsam o bispo negacionaista Williamson

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Por: André | 25 Outubro 2012

A ultraconservadora Fraternidade Sacerdotal São Pio X, pelo falecido bispo ultraconservador Marcel Lefebvre, expulsou de suas fileiras o bispo britânico Richard Williamson por atritos com a direção da ordem.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 24-10-2012. A tradução é do Cepat.

Um porta-voz dos lefebvrianos anunciou hoje em Stuttgart que Williamson, conhecido publicamente pelas declarações em que negava o Holocausto judeu, havia sido expulso após afastar-se nos últimos anos da direção da comunidade religiosa ultraconservadora.

Assim mesmo, destacou que o religioso britânico se havia negado a oferecer o devido respeito e submissão à direção da Fraternidade, cujo retorno ao seio da Igreja católica encontra-se suspenso.

Richardson, de 72 anos, já havia sido afastado anteriormente do chamado capítulo geral da Fraternidade presidido pelo bispo lefebvriano Bernard Fellay, concedendo-lhe apenas licença para pregar e proibindo-lhe qualquer manifestação pública.

O polêmico bispo britânico havia qualificado Fellay e Niklaus Pfluger, outro alto cargo da fraternidade, de “fanáticos” e ao segundo dos dois inclusive de “espírito maligno”.

Fellay havia advertido Williamson de que caso não retirasse seus comentários ofensivos do blog “dinoscopus.org”, seria expulso da fraternidade, o que finalmente aconteceu.

Williamson havia sido condenado por um tribunal alemão em abril de 2010 a pagar uma multa de 10.000 euros por incitação ao ódio racial por suas declarações em que negava o Holocausto, embora a sentença tenha sido anulada posteriormente.

“Creio que as provas históricas falam fortemente contra seis milhões de judeus que foram mortos intencionalmente em câmaras de gás, como estratégia aleivosa de Adolf Hitler. Creio que as câmaras de gás não existiram”, disse Williamson em uma entrevista a uma emissora escandinava.

O bispo britânico deverá se apresentar novamente à justiça alemã no próximo ano em Regensburg, diocese da qual foi bispo o hoje Papa Bento XVI, para responder às acusações de incitação ao ódio racial depois que a sentença anterior contra ele fora anulada por erros processuais.