Companhia de Jesus: nasce a província Euro-Mediterrânea

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07 Julho 2017

A realidade territorial inclui a Itália, a Albânia e Malta, e é formada por mais de 500 religiosos inacianos. Quem a guia é o italiano Matarazzo. Pe. Sosa Abascal: “Todo nascimento traz alegria e incerteza”.

A reportagem é de Filippo Rizzi, publicada por Avvenire, 04-07-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Como todo nascimento, também o da recém-nascida província Euro-Mediterrânea traz consigo alegria e incerteza.”

É a passagem central da homilia com a qual o novo superior dos jesuítas, o venezuelano Arturo Sosa Abascal, quis descrever o desafio da histórica unificação de três importantes realidades da Companhia de Jesus no Velho Continente em uma só, como a Itália, a Albânia e Malta. Uma escolha estratégica – e já decidida pelo prepósito geral anterior dos jesuítas, o espanhol Adolfo Nicolás Pachón – e que foi tomada para tornar mais leve e incisiva a ação de apostolado dos inacianos nesse canto da Europa, e fruto, como também explicou o Pe. Sosa na homilia, de “um longo caminho de planejamento apostólico em todos os níveis”.


Pe. Sosa Abascal em um momento da celebração do nascimento da nova província jesuíta em Roma | Foto: Zeno Colantoni - Jesuítas da Itália

No dia 1º de julho passado – na igreja-mãe da Ordem em Roma, a do Gesù – ocorreu, com uma missa solene presidida pelo Pe. Sosa Abascal, o ato oficial de nascimento da nova província jesuíta. “Esta nova realidade promete frutos apostólicos na nova situação das sociedades albanesa, maltesa e italiana, nas quais nos dispomos ao ministério da reconciliação a que nos enviou a 36ª Congregação Geral”, explicou Sosa durante a homilia. “São situações sociais bastante complexas e em contínua mudança, que se tornam um desafio permanente para a nossa capacidade de entender e discernir aquilo que pode nos levar melhor ao fim para o qual fomos criados e escolhidos pelo Senhor.”

Liturgia da missa em italiano, maltês e albanês

E, não por acaso – na celebração eucarística –, estavam presentes na Igreja do Gesù em Roma os representantes dos 520 jesuítas da nova entidade territorial que será guiada pelo italiano Gianfranco Matarazzo. O que tornou singular e sugestiva a celebração foi também a escolha de que a oração litúrgica fosse pronunciada em italiano, a primeira leitura em maltês, a segunda em albanês, o Evangelho em inglês.

Sosa quis confiar a nova província à proteção de Nossa Senhora da Estrada, a imagem da Virgem (conservada agora na Igreja do Gesù) à qual a Companhia, como o seu fundador, Santo Inácio de Loyola, sempre foram particularmente devotos. “A alegria desse nascimento e as incertezas que o acompanham nos levam a ter um coração só e uma alma só, como a primeira comunidade cristã que nos descrevem os Atos dos Apóstolos”, foi a conclusão de Sosa. “União de coração para compartilhar as riquezas da diversidade que nos caracteriza e tudo o que possuímos, para dar de bom grado a nossa vida como contribuição para a missão de Cristo.”

Foram significativas – no fim da celebração – as palavras proferidas pelo provincial da nova realidade territorial jesuíta, o Pe. Matarazzo: “Compartilhamos uma bela história e nos sentimos chamados a continuá-la com a nova província, que não é uma criação burocrática, nem nasce a partir de exigências organizacionais. É uma resposta àquilo que nós, jesuítas, experimentamos como chamado do Senhor. Ninguém se sinta excluído”.

Estratégia de longo prazo na Europa

Um desafio e uma estratégia de longo prazo para o apostolado da Companhia de Jesus, que é bem lido e interpretado pelo jesuíta maltês e último provincial de Malta, Patrick Magro: “Há muitos anos, fazemos formação juntos. A unidade é algo novo, mas não demais. A colaboração entre Albânia, Itália e Malta enriquecerá todas as três: temos a mesma espiritualidade, vamos nos ajudar a viver melhor a nossa missão”. E, por fim, acrescenta o seu desejo: “Quando pensarmos nos Exercícios Espirituais, não estaremos mais atentos apenas na realidade de Malta, mas em toda a Província Euro-Mediterrânea. Quando trabalharmos com os jovens, o desafio será não pensar só nos jovens malteses, na capela universitária de Malta, mas também colaborar com a Itália, com a Albânia, com a capela da Sapienza, a de Pisa, com Tirana, com Shkodra. Em suma, haverá uma colaboração entre todos os nossos apostolados, também sobre a imigração. A mudança levará tempo. Então, deveremos rezar mais, para não ficarmos muito apegados à província a que pertencemos. Estamos todos na mesma Companhia”.

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