Júri absolve acusado de matar o jesuíta Vicente Cañas

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • Conscientização individual dos efeitos das mudanças climáticas aumenta, mas enfrentamento dos eventos extremos depende de ação coletiva, diz pesquisador da Universidade de Santa Cruz (Unisc)

    Dois anos após as enchentes: planos de governo das prefeituras gaúchas não enfrentam as questões climáticas. Entrevista especial com João Pedro Schmidt

    LER MAIS
  • Como Belo Monte mudou para sempre o Xingu

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Outubro 2006

Por 6 votos a 1, o Tribunal do Júri Federal de Cuiabá absolveu ontem o delegado civil aposentado Ronaldo Antonio Osmar, acusado de ter sido o mandante do assassinato do missionário espanhol Vicente Cañas. O crime ocorreu há 19 anos, em abril de 1987. O julgamento durou cinco dias e mobilizou indigenistas, antropólogos e ONGs. Na floresta amazônica, no norte de Mato Grosso, Cañas vivia só, em um barraco perto da aldeia dos enawenê-nawê, os índios bravos. Sua missão era proteger os índios dos brancos incivilizados e da ganância de fazendeiros que queriam avançar sobre a terra dos nativos.
O corpo do pregador, que tinha 46 anos, foi encontrado por indigenistas cerca de 40 dias após sua morte. O laudo médico-legal informa que ele teria sido atingido a golpes de porrete e de uma peixeira.
A investigação indicou um suposto conluio entre o delegado e fazendeiros irados com os índios, que não aceitam intrusos em sua reserva. Ronaldo Antonio Osmar, na época, comandava a Polícia Civil em Juína, a 737 quilômetros de Cuiabá.

(cfr. notícia do dia 30-10-06, desta página).