A Igreja japonesa também renuncia à energia nuclear

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Por: Jonas | 08 Mai 2012

Os técnicos da Hokkaido Electric Power começaram os procedimentos para desativar a unidade número 3 da central de Tomari, na ilha de Haokkaido. Um ano após o desastre de Fukushima e um quarto de século da tragédia de Hiroshima e Nagasaki, o Japão não produzirá eletricidade com energia nuclear.

A reportagem é de Luca Rolandi, publicada no sítio Vatican Insider, 05-05-2012. A tradução é do Cepat.

“Começou uma nova era no Japão, sem energia nuclear”, disse Gyoshu Otsu, um monge que participou de uma manifestação em frente ao Ministério da Indústria de Tóquio, de que dependem as centrais elétricas do país. “A geração de energia nuclear é um ato criminoso”, disse Otsu, vestido de branco; “Se deixarmos que a situação continue como está agora, haverá outro acidente”.

O organizador do protesto, Masao Kimura, disse que “se trata de um dia histórico. Agora podemos demonstrar que somos capazes de viver sem a energia nuclear”.

Outras cinco mil pessoas organizaram uma manifestação num parque de Tóquio, satisfeitos com a decisão; disseram-se muito pouco preocupadas com o alarme do governo sobre o fornecimento de eletricidade; eles gritavam “Adeus energia nuclear”.

A Igreja católica também confirmou sua oposição à energia atômica, voltando a propor, enfaticamente, a nota que divulgou no dia 8 de novembro do ano passado, intitulada: “Devemos abolir imediatamente as centrais nucleares”. “Diante da tragédia da catástrofe da central nuclear de Fukushima I”, a Conferência episcopal do país destacou: “Nós, os bispos japoneses [...] desejamos fazer um apelo para que se proíba imediatamente todas as centrais nucleares no Japão”.