Holanda investigará abusos da Igreja Católica contra mulheres e meninas

Mais Lidos

  • A PEC 12/2026 como cavalo de Troia da precarização: a falsa modernização contra o fim da escala 6x1 e a redução da jornada

    LER MAIS
  • O Papa nomeia presidente de uma rede de televisão americana ultraconservadora e hostil a Francisco como chefe de comunicações do Vaticano

    LER MAIS
  • Relatório americano aponta desmatamento sob Bolsonaro como problema para sanções

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

17 Fevereiro 2012

Entre 10 mil e 20 mil menores foram vítimas de religiosos.

A reportagem é da agência Efe, 15-02-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Holanda abrirá uma nova investigação sobre os abusos na Igreja Católica centralizada em meninas e mulheres que supostamente foram vítimas desse tipo de crimes, segundo publicado nesta quarta-feira, 15 de fevereiro, pela imprensa holandesa. A investigação, cuja data de início ainda não foi fixada, será realizada pela mesma comissão que estudou o abuso de menores homens desde 1945 e que concluiu que mais de 20 mil crianças foram vítimas desses crimes na Holanda por parte de eclesiásticos.

A nova investigação foi encomendada pelo governo depois que o Parlamento analisou as conclusões apresentadas em dezembro de 2011 pela chamada "Comissão Deetman", assim chamada porque foi dirigida pelo ex-ministro Wim Deetman.

O parlamento holandês debaterá novamente nesta quinta-feira sobre essa questão.

A Comissão Deetman constatou em seu relatório que "entre 10 mil e 20 mil" menores foram vítimas a partir de 1945 de abusos sexuais por parte de religiosos na Holanda, uma prática que era conhecida pela hierarquia eclesiástica, cuja maior preocupação era evitar o escândalo.

Também identificou 800 supostos autores – 105 dos quais continuam vivos – e concluiu que os abusos, que ocorreram em instituições como orfanatos, seminários e internatos, iam desde o puro contato físico até penetrações, das quais se estima que ocorreram "cerca de mil".