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Por: André | 18 Setembro 2013

O Papa Francisco poderá modificar a lei relativa aos divorciados em segunda união e às nulidades, as “periferias existenciais”, segundo anunciou ao clero romano durante o seu encontro na Basílica de São João de Latrão. O Papa defendeu a “acolhida” dos casais que convivem e reivindicou o trabalho de “acompanhamento” dos sacerdotes.

 
Fonte: http://bit.ly/1ejtG3X  

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada no sítio espanhol Religión Digital, 16-0-9-2013. A tradução é de André Langer.

Durante a reunião, que durou mais de duas horas e meia, Francisco convidou os padres a empreenderem “caminhos corajosamente criativos”, como a abertura de algumas igrejas durante o dia todo e com a disponibilidade de um confessor ou a criação de “cursos personalizados” para os casais que querem casar, mas que não podem frequentar o curso de noivos porque trabalham até tarde.

A prioridade, no entanto, segue sendo “as periferias existenciais”, que também são “as das famílias”, sobre as quais Bento XVI falou em muitas ocasiões, sobretudo em relação às segundas uniões. Nossa tarefa, disse o Papa, é “encontrar um outro caminho, na justiça”.

De acordo com o a edição desta segunda-feira do L’Osservatore Romano, o bispo de Roma terminou o encontro com o clero da sua diocese “enfrentando as questões relacionadas à nulidade do matrimônio, um tema muito importante para Bento XVI. Indicou que há propostas a este respeito, estudos e análises profundos em andamento. Falará disso em outubro com o grupo dos oito cardeais e no próximo Sínodo dos Bispos”.

Do mesmo modo, o Papa convidou os sacerdotes para serem corajosos, para terem criatividade justa, o que não significa fazer algo novo à força, para chegar à necessária conversão pastoral.

O Papa Francisco não ocultou certamente os problemas e os escândalos, inclusive os gravíssimos, como a pedofilia, que afetam a Igreja. Mas a Igreja não desmorona, assegurou, respondendo a um sacerdote que em sua intervenção havia se referido ao sonho de Inocêncio III que viu Francisco de Assis impedir o desmoronamento da vacilante Igreja. E não cai porque hoje, como sempre, há muita santidade cotidiana: há muitas mulheres e muitos homens que vivem a fé na vida de cada dia. E a santidade é mais forte que os escândalos.