Ministérios criam grupo para mapear atos de discriminação na web

Mais Lidos

  • Inspirado na filosofia africana de Mogobe Ramose e pela história do Quilombo Mesquita, em Cidade Ocidental, Goiás, pesquisador defende que a pluridiversidade das comunidades quilombolas revela uma forma de existência fundada na ancestralidade, na reciprocidade e na multiplicidade das cosmopercepções.

    Pluridiversidade quilombola: quando a multiplicidade dos mundos se torna horizonte de justiça, pertencimento e resistência. Entrevista especial com Manoel Barbosa Neres

    LER MAIS
  • O que falta no programa de Lula. Artigo de Luiz Carlos Bresser-Pereira

    LER MAIS
  • A figura de Trump provavelmente pairará sobre a viagem do papa à América Latina

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

24 Novembro 2014

O governo federal instaurou nesta quinta-feira, 20, um grupo de trabalho para mapear atos de discriminação na internet. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, diz acreditar que, além de incentivar as denúncias de violência e crimes de ódio no Brasil, é necessário investigar casos virtuais. "O crime virtual desemboca, infelizmente, no crime real", disse.

A reportagem é de Edgar Maciel, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 21-11-2014.

O grupo será formado por representantes de diferentes ministérios, incluindo a Polícia Federal, e usará informações fornecidas pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). O laboratório desenvolveu um aplicativo capaz de monitorar em tempo real milhões de mensagens em redes como Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Flickr.

Segundo dados da Safernet Brasil, houve aumento de até 600% em crimes cibernéticos de 2013 para 2014 - o número absoluto não foi divulgado. "As ações para controle dos crimes online atualmente estão dispersas em várias áreas do governo. Integrar esse trabalho vai facilitar que a polícia consiga muito mais que computar os casos, mas resolvê-los", afirmou Ideli.

Homofobia. Para a ministra, o crescimento dos números de denúncias de atos violentos contra homossexuais revela um movimento de ação LGBT pela busca de seus direitos. "Anos atrás, as pessoas tinham receio em denunciar pelo medo da exposição e de novas agressões. Estamos mudando esse paradigma e precisamos desenvolver novas ações", avaliou.

Segundo Ideli, a redução dos homicídios e agressões contra homossexuais passa, sem desvios, pela aprovação da criminalização da homofobia. Sem previsão de votação, a ministra aposta nas ações do Judiciário.

Ideli disse que tem se reunido com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que já adotou como alternativa usar a lei do racismo como um instrumento para crimes homofóbicos. "Se ainda não temos uma lei específica, aplicamos a geral. Mesmo sem aprovação do Congresso, não podemos virar as costas para esse tema", diz.