Agamben, política e biopolítica: guia de leitura do IHU

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18 Julho 2014

210capaNeste mês o Instituto Humanitas Unisinos - IHU publicou A grande política em Nietzsche e a política que vem em Agamben de Márcia Rosane Junges, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e professora tutora da Unisinos. Neste artigo é proposto algumas reflexões acerca da grande política, de Nietzsche, e da política que vem, de Agamben, problematizando uma possível hegemonia da economia sobre a política. A partir desse horizonte, é questionado até que ponto o niilismo reativo nietzschiano se expressa atualmente em uma apatia política fundamentada na sacralização de instituições como Estado, lei, autoridade e mercado, conforme Giorgio Agamben em Profanações? Finalmente, haveria algum nexo entre a sacralização do mercado e uma consequente hegemonia da economia sobre a política?

Complementando esta discussão, em dezembro de 2013, o Instituto Humanitas Unisinos - IHU lançou Agamben, 45ª edição dos Cadernos IHU em formação onde busca-se trazer ao debate entrevistas já publicadas pelo IHU sobre o pensamento do filósofo italiano Giorgio Agamben, cujas proposições oferecem chaves importantes para a compreensão 45 capae o questionamento da época que vivemos, num estilo peculiar de construção filosófica, ora aparentemente de fácil compreensão, como é o caso de Profanações, ora hermeticamente elaborada, como em O Reino e a Glória.

Entre as ideias principais de Agamben, destacam-se os conceitos de homo sacer, estado de exceção e vida nua, além de uma abordagem peculiar sobre o messianismo, a partir da influência de Walter Benjamin. Além do pensador da Escola de Frankfurt, Michel Foucault, Martin Heidegger e Aristóteles são basilares para a composição de sua filosofia.

Outra discussão sobre a obra do filósofo italiano foi empenhada por Castor M. M. Bartolomé Ruiz, doutor em Filosofia pela Universidade de Deusto - Bilbao e professor no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Unisinos, na obra A sacralidade da vida na exceção soberana, a testemunha e sua linguagem. (Re) leituras biopolíticas da obra de Giorgio Agamben. 
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Neste texto, Castor Ruiz analisa a obra do filósofo italiano Giorgio Agamben, bem como os pensadores que o influenciaram, entre eles, Walter Benjamin, Carl Schmitt, Hannah Arendt e Michel Foucault, contextualizando o cenário contemporâneo da política como estrutura de poder, controle e domínio da vida. O percurso entre a biopolítica e a tanatopolítica é recuperado através deste texto com os exemplos concretos dos Lager, das senzalas, das reservas indígenas e das práticas de tortura promovidas por governos ditatoriais.

Confira também outras publicações do Instituto Humanitas Unisinos - IHU na páginas dos Cadernos!