16 de agosto de 1773 - A Companhia de Jesus é suprimida

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • O preço do progresso: o lado sombrio dos minerais críticos na Amazônia

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

19 Agosto 2014

Há 239 anos, o Papa Clemente XIV publicava o Breve de Supressão da Companhia de Jesus (Dominus ac Redemptor).

A nota é publicada por Jesuit Restoration 1814, 16-08-2014. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Depois de assinar o Breve, disse o cardeal Pacca, o papa jogou a caneta longe e caiu sem sentidos no chão de mármore.

Naquela época, havia 22.589 jesuítas, 49 províncias, 669 colégios e mais de 3000 missionários.

O Padre Geral, Lorenzo Ricci, foi enviado para o English College - mais tarde, ele viria a ser transferido para Castel Sant Angelo, onde morreu como prisioneiro.

Fazia 14 anos desde o decreto real contra os jesuítas em Portugal - que iniciou um efeito dominó de expulsões de jesuítas de vários países europeus e de suas colônias estrangeiras.

Parecia que o último prego que faltava no caixão era a supressão universal dos jesuítas pelo papa - mas a ativação do Breve dependia de sua promulgação pelos bispos locais. Isso foi feito para evitar que bens valiosos dos jesuítas, como terras e propriedades fossem perdidas para a Igreja.

Esta foi a graça salvífica para os jesuítas - Catarina da Rússia se recusou a promulgar o Breve já que ela fazia questão de manter abertos os colégios dos jesuítas. Eles eram importantes para ela pois eram muito valorizados pela aristocracia polonesa.

A Rússia estava passando por um período de expansão imperial sob o comando de Catarina e era importante manter a boa vontade desses aristocratas. Em 1768, ela tinha se tornado formalmente protetora da República das Duas Nações, ou Comunidade Polaco-Lituana, que foi anexada ao Império Russo.