Desemprego se mantém estável na Região Metropolitana de Porto Alegre

Foto: Cicero Omena/Flickr

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30 Março 2017

As informações divulgadas pela Fundação de Economia e Estatística – FEE por meio da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Porto Alegre – PED/RMPA mostram que para o mês de fevereiro a taxa de desemprego total se manteve novamente estável.

O Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, compartilha a pesquisa publicada pela FEE.

Eis o texto completo:

De janeiro a fevereiro, a taxa passou de 10,6% para 10,8% da População Economicamente Ativa (PEA), com uma estimativa de 198 mil pessoas desempregadas, 3 mil a mais em relação ao mês anterior. De acordo com os pesquisadores, esses números ocorrem porque a redução da ocupação (menos 11 mil, ou -0,7%) foi superior à variação negativa da PEA (menos 8 mil, ou -0,4%). A taxa de participação diminuiu levemente de 51,9% para 51,6%, no período em análise. “É a menor taxa de participação da série histórica da Pesquisa, iniciada em junho de 1992”, sinaliza a economista da FEE Iracema Castelo Branco. Em fevereiro, a queda do nível ocupacional, na RMPA, foi de 0,7%, tendo sido estimado um contingente de 1.638 mil ocupados. “São 19 meses de queda contínua na ocupação, o que indica que o mercado de trabalho segue com parâmetros negativos. A taxa de desemprego só não aumenta pela saída das pessoas do mercado e não porque esteja ocorrendo geração de vagas”, explica Iracema.

Com referência aos setores de atividade, houve redução nos serviços (menos 25 mil ocupados, ou -2,7%), parcialmente compensada pelo acréscimo no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (mais 8 mil ocupados, ou 2,5%) e na construção (mais 4 mil ocupados, ou 3,4%). A indústria de transformação também se manteve relativamente estável (mais 1 mil ocupados, ou 0,3%).

Entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, a massa de rendimentos reais apresentou redução para os ocupados (-5,0%) e para os assalariados (-2,1%). Em ambos os casos, esse comportamento deveu-se à retração do rendimento médio real e do nível de ocupação. Iracema avalia que essa contínua retração da massa de rendimentos torna ainda mais difícil uma recuperação do consumo das famílias que dependem dos rendimentos do trabalho. “E isso, acaba se refletindo no desempenho negativo da economia, principalmente no setor de serviços que ainda segue fechando postos de trabalho”, alerta.

Acesse pesquisa completa aqui.

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