Brasil registra mais de 25 mil mortes por acidentes de trabalho

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29 Abril 2022


Mortes, doenças e invalidez avançam sobre os trabalhadores no dia a dia nos locais de trabalho, sem contar os informais, que não são registrados.

 

A reportagem é publicada por ExtraClasse, 28-04-2022. 



Conforme dados divulgados pela Assessoria de Saúde e Previdência da FETQUIM (Federação dos Trabalhadores do Ramo Químicos da Central Única dos Trabalhadores), nos últimos 10 anos tivemos mais de 25 mil mortes por acidentes do trabalho, mais de 6,2 milhões de acidentes, 1,1 milhão de doenças do trabalho e 110 mil inválidos permanentes. As informações constam no Anuário Estatístico de Acidentes da Previdência (2020) e assessoria de Saúde e Previdência da Fetquim/CUT. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 28, no Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho.

 

De acordo com a CUT, esses números podem ser multiplicados por dois, pois com o desemprego metade da população economicamente ativa (entre 15 e 59 anos) atualmente está em atividades informais depois da reforma trabalhista dos governos Temer e Bolsonaro, em que não há registros acidentários pela Previdência.

 

Para Airton Cano, coordenador político da Fetquim, “deve haver a continuidade constante da luta pelas melhorias das condições de trabalho para não termos essa mortandade e doenças contínuas contra os trabalhadores”.

 

“Conseguimos deter parte dos acidentes do trabalho e doenças devido ações dos próprios sindicatos e das CIPAS e garantir a continuidade de cláusulas de saúde nas negociações com a patronal. Deve haver alerta permanente, pois recentemente, entre os químicos do ABC houve uma morte na Megaquímica, onde um trabalhador perdeu a vida quando estava num tanque fazendo manutenção, onde havia solventes, e outro trabalhador sofreu queimaduras graves”, destaca.

 

André Henrique Alves, secretário de Saúde da Fetquim, alerta: “O Dia Mundial Contra os Acidentes do Trabalho deve ser um alerta permanente para o movimento sindical, movimentos sociais e de saúde do trabalhador para a continuidade da luta por melhorias das condições de trabalho. O ramo químico está constantemente em luta por melhorias das condições de trabalho contra acidentes, contaminações, doenças e mortes.

 

Para André, “uma das causas de acidentes é a flexibilização da legislação trabalhista feita pelos governos Temer e Bolsonaro, e é difícil no momento para os trabalhadores enfrentarem tantas adversidades para levar o pão de cada dia para casa para garantir o sustento de suas famílias. Toda força para a continuidade da luta por melhores condições de trabalho”.

 

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