Atos de 7 de setembro expõem Bolsonaro em seu momento de maior fraqueza

Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Setembro 2021

 

Para analistas políticos, atos contra a democracia são projetados para criar uma falsa sensação de força no momento mais delicado de Bolsonaro desde que assumiu a presidência.

A reportagem com informações  do The Guardian, Folha de S.Paulo, Brasil de Fato e Carta Capital, é publicada por Rede Brasil Atual - RBA, 05-09-2021.

Os atos antidemocráticos de 7 de setembro convocados pelas redes sociais em apoio a Bolsonaro são um sintoma da fraqueza política do presidente da República e podem ajudar a derreter ainda mais sua imagem para disputar as eleições de 2022. Reportagem publicada neste domingo (5) pelo jornal britânico The Guardian afirma que a maioria dos observadores acredita que os comícios são projetados para ajudar a Bolsonaro projetar uma falsa sensação de força no que é seu momento mais fraco desde que sua Presidência começou em janeiro de 2019.

“As pesquisas mostram que mais de 60% dos brasileiros não votariam em Bolsonaro sob quaisquer circunstâncias na eleição do próximo ano, com o ex-presidente da esquerda Luiz Inácio Lula da Silva aparentemente na posição para vencê-lo. Mesmo nas cidades da Amazônia, como Sinop, onde alguns dos defensores mais ferozes do presidente são encontrados, há sugestões que o apoio tende a cair, incluindo vários outdoors de propaganda de Bolsonaro que foram vandalizados”, afirma o jornal.

A reportagem assinada pelo correspondente do jornal no Brasil, Tom Phillips, esteve em Sinop, cidade do Centro-Oeste, no Mato Grosso, reconhecida pela atividade do agronegócio e onde Bolsonaro chegou a receber 80% dos votos nas eleições de 2018. E mostrou que mesmo lá o apoio a Bolsonaro vem caindo nestes dias que antecedem o 7 de setembro.

Phillips também entrevistou o jornalista Thomas Traumann, comentarista político e ministro da Secretaria de Comunicação Social no segundo governo de Dilma Rousseff. Traumann sustenta que Bolsonaro percebe que suas chances de reeleição estavam evaporando e decidiu partir para a ofensiva.

“É uma intimidação”, disse Traumann sobre os comícios. “Trata-se de mostrar que, ‘Se eu quiser, posso dar um golpe. Eu tenho as pessoas do meu lado. Eu tenho o Exército do meu lado. Tenho a Polícia Militar do meu lado. Tenho o povo de Deus ao meu lado. Tenho as pessoas que produzem do meu lado. Nós somos o verdadeiro Brasil e eu nem preciso realizar eleições se não quiser‘”.

 

Tucanos no ‘Fora Bolsonaro!’

 

Militantes do PSDB na capital paulista vão comparecer ao ato campanha #ForaBolsonaro, marcado para 14h de 7 de setembro, no Vale do Anhangabaú. A informações é da coluna Painel, no jornal Folha de São Paulo.

Segundo a publicação, os tucanos pretendem integrar a manifestação com 200 a 300 militantes. O protesto é organizado por entidades que fazem parte das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e, no Dia da Independência, acontece junto com o histórico Grito dos Excluídos.

 

Sem furar a bolha

 

Informações do Estadão publicadas neste domingo pela Carta Capital mostram que a ação da convocação para os atos antidemocráticos não conseguiu furar a bolha do campo bolsonarista nas redes sociais. “O real impacto da convocação nas ruas ainda é incerto. Dados de monitoramento indicam que o assunto está mais presente na internet do que em outros atos governistas, mas também denunciam uma ação concentrada em determinados perfis e baixo engajamento”, afirma a reportagem.

“De acordo com um levantamento da consultoria Bites, foram registradas 2,43 milhões de menções ao ato do Dia da Independência no Twitter entre os dias 18 e 31 de agosto. Na manifestação anterior, em que bolsonaristas pediram a adoção de um registro voto impresso, o número de postagens nas redes era de 2,04 milhões com a mesma antecedência”, afirma ainda a reportagem.

 

Leia mais