Religiões são importantes na defesa do direito à água, aponta relator da ONU

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16 Abril 2021

 

A gestão da água, como alma azul da vida, a gestão dos rios, aquíferos, lagos e zonas úmidas que dão vida aos territórios exigem uma abordagem ética que preserve a saúde desses ecossistemas. Daí a importância das religiões na luta pela efetiva implementação dos direitos humanos, como o direito à água, porque se ancoram na defesa transcendente dos princípios éticos.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

A opinião é do relator especial da ONU para os direitos humanos à água potável e ao saneamento, o espanhol Pedro Arrojo-Agudo, que iniciou o seu mandato em novembro passado. Ele foi um dos cofundadores, em 2002, da New Water Culture Foundation, uma organização sem fins lucrativos que reuniu mais de 200 pessoas do meio acadêmico, da administração pública para a promoção de uma nova cultura da água.

A água, explicou Pedro em entrevista para o serviço de imprensa do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), “é a base da coesão social das comunidades”, indicando que “o fator chave de qualquer assentamento humano é a proximidade de um rio, lago, nascente ou de poços que ofereçam água de aquíferos”. Bem por isso, argumentou, a gestão da água deve basear-se em princípios ético “que permitam garantir a solidariedade, a saúde pública e a coesão social”.

Um dos propósitos da sua gestão é o empoderamento das mulheres como promotoras e defensoras dos direitos humanos à agua e ao saneamento. Ele encara como um desafio a situação de migrantes climáticos e refugiados nos subúrbios das grandes cidades e o saneamento de áreas rurais empobrecidas. Também mostrou-se preocupado com a mercantilização da água, “especialmente depois de saber que a água começou recentemente a ser negociada nos mercados futuros de Wall Street”.

Pedro Arrojo-Agudo explicou na entrevista que ao declarar a água potável e o saneamento como direitos humanos, os estados devem garantir esses direitos a todas as pessoas em seus respectivos territórios. Ele admitiu, no entanto, que a ONU não fornece, infelizmente, as ferramentas necessárias para monitorar e aplicar com eficácia tais direitos, daí a importância que os governos os garantam.

 

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