Cardeal Hollerich “está aberto” ao sacerdócio das mulheres

Jean-Claude Hollerich, cardeal de Luxemburgo. Foto: Sven Becker | KNA

Mais Lidos

  • O sociólogo William I. Robinson, da Universidade da Califórnia, combina um trabalho militante, focado nas últimas semanas em protestos contra a força militar da fronteira dos EUA, com uma análise minuciosa do colapso do capitalismo

    “Gaza é um símbolo, um modelo, um alerta do que aguarda todo o planeta”. Entrevista com William I. Robinson

    LER MAIS
  • “Uma nova civilização está sendo construída, a civilização da onipotência”. Entrevista com Gilles Lipovetsky

    LER MAIS
  • 'Therians', o fenômeno viral sem fundamento que a extrema-direita usa para alimentar sua retórica 'anti-woke'

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Setembro 2020

O arcebispo de Luxemburgo e presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia, Jean-Claude Hollerich, sugere seu apoio a uma possível aprovação do sacerdócio feminino. “Estou aberto a isso”, disse em uma entrevista ao portal Katolisch.de.

A reportagem é de Lucía López Alonso, publicada por Religión Digital, 18-09-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Perguntado pelo processo sinodal da Igreja Católica alemã, o cardeal Hollerich opina que a questão da igualdade de gênero na Igreja é crucial. “Respeito o fato de que a gente se atreva a fazer perguntas muito grandes”, acrescenta, lamentando que outros países europeus não se encontrem em um “caminho” de reforma tão avançado como o da Alemanha. “Quando vejo os bispos alemães refletirem sobre a benção aos casais homossexuais e escuto o que os bispos da Polônia dizem sobre este tema, imagino que o consenso seja difícil”.

A respeito do Brexit, o presidente da COMECE declara “não compreender quando a gente já não quer cumprir os tratados, porque se estão questionando os fundamentos da cooperação”. Confessando que vê no primeiro-ministro Boris Johnson “traços populistas”, diz esperar “que não se quebre a porcelana”.

Sobre a sua reunião com o Papa ante os fatos ocorridos em Moris, o acampamento de Lesbos devastado recentemente por incêndios, Hollerich reitera sua defesa de que a Europa acolha os migrantes e refugiados prejudicados imediatamente. “Há bispos que veem os refugiados como ameaça, mas do ponto de vista do Evangelho, essa não pode ser a reação”, denuncia o cardeal.

“Fratelli e sorelle tutti”

Analisando a situação dos templos na Europa depois dos meses de reclusão pelo coronavírus, o presidente do COMECE admite que “o número de primeiras comunhões e catequeses diminuiu consideravelmente”. Durante o confinamento “havia boas soluções pelo modo on-line, porém as famílias estavam sobrecarregadas porque os pais precisavam se ocupar com os estudos dos filhos”, acrescenta.

“Agora devemos formar comunidades não somente quando vamos à Igreja”, diz sobre o futuro eclesial.

E dar espaço para as mulheres: “Prefiro dizer: ‘Fratelli e sorelle tutti’”, aponta Hollerich, agora que se comenta se o título da próxima encíclica que o Papa publicará, Todos Irmãos, é ou não machista.

Leia mais