Estados Unidos-México. O bispo acompanha os requerentes de asilo a El Paso

Bispo Mark Joseph Seitz com os migrantes na fronteira dos EUA com o México | Foto: Bob Roller - CNS

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01 Julho 2019

Um homem e uma menina andam de mãos dadas na ponte internacional Paso del Norte que liga a mexicana Ciudad Juárez com sua irmã gêmea nos EUA, El Paso. Ele é Mark Joseph Seitz, 65, bispo da cidade estadunidense. Ela é Cesia Palma, 9 anos, hondurenha sem documentos. Juntos, a família - mãe, pai e dois irmãos de 5 e 3 anos – fugiram da violência de Tegucigalpa, três meses atrás, que matou seus avós. Direção: o norte, ou seja, os EUA. Apresentar um pedido de asilo, no entanto, é cada vez mais difícil, dadas as longas filas. Muitos, exasperados, tentam atravessar a nado o Rio Bravo. E, muitas vezes, como aconteceu há uma semana com Óscar e Valeria Martínez, morrem na tentativa. Justamente para denunciar a crueldade das fronteiras e evitar novas tragédias, monsenhor Seitz realizou um gesto forte.

A informação é de Lucia Capuzzi, publicada por  Avvenire, 29-06-2019. A tradução é de Luisa Rabolini

Na quinta-feira - mas a notícia só foi divulgada ontem -, o bispo de El Paso quis acompanhar os aspirantes a refugiados que, a uma taxa de 300 por dia, são enviados de volta ao México no aguardo do resultado do pedido, como parte do controverso programa. "Remain in Mexico". Dessa maneira, o monsenhor Seitz, depois de tranquilizá-los, verificou que encontrassem uma acomodação. No entanto, o pastor não fez a viagem de volta sozinho. Em vez disso, ele trouxe para El Paso, a família da Cesia e Saúl, um salvadorenho de 23 anos, para que pudessem apresentar seu pedido de refúgio. Depois de uma longa espera no posto de controle na ponte, no final, monsenhor Seitz e os migrantes conseguiram passar. "É nessa fronteira que podemos diagnosticar o espírito do nosso país. Um governo e uma sociedade que veem as crianças e as famílias em fuga como ameaça, um governo que trata as crianças sob custódia pior do que animais (...) não está indo bem", disse o monsenhor Seitz.

Até o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a morte de Óscar e Valeria Martínez, afirmando: "Com o muro, pai e filha teriam se salvado". Justamente na sexta-feira, um juiz federal da Califórnia trancou 4 projetos para a construção do novo trecho de barreira.

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