Kasper denuncia que os inimigos do Papa querem 'um novo conclave'

Cardeal Walter Kasper. Foto: The Lutheran World Federation | Flickr CC

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS
  • O que pensam os especialistas sobre o acordo Irã-EUA?

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

17 Janeiro 2019

De Viganò ao cardeal Burke, passando pelos meios anti-Francisco, como o EWTN ou o National Catholic Register, não faltam vozes na Igreja que estão usando a crise dos abusos sexuais para tentar derrubar o Papa Francisco. Esta traição ao pontífice está chegando a níveis tão inesperados que foi denunciada até pelo cardeal Walter Kasper, que afirmou que os inimigos de Bergoglio querem já "um novo conclave".

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 15-01-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.

O presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos se referiu à crise dos abusos em uma recente edição do programa Report München, exibido pela cadeia estatal alemã ARD, e lamentou que há católicos que estão aproveitando os escândalos dos abusos na Igreja para tirar Francisco do seu cargo como Sucessor de Pedro.

"Tem gente que simplesmente não gosta deste pontificado", denunciou o purpurado alemão. "Querem que ele termine o quanto antes para depois ter, assim, um novo conclave. Querem também que este conclave seja a seu favor, para que o resultado seja de acordo com suas ideias", acrescentou Kasper.

De acordo com o prelado, estes inimigos do Papa se deram conta que a crise dos abusos pode ser um momento propício para avançar sua agenda anti-Francisco. Precisamente, estão prosseguindo com a estratégia totalmente "inapropriada" de converter a discussão sobre os abusos "em uma discussão sobre o Papa Francisco", o que também equivale a "um abuso do abuso".

"Isto desvia a atenção do verdadeiro problema - e esta é a parte ruim", explicou Kasper, acrescentando que a discussão sobre Francisco "está nos distraindo" do que realmente está em jogo, que é o desenvolvimento de melhores "medidas de prevenção" das agressões a menores.

Leia mais