Quanto mais seco, pior

Casca de árvore seca. | Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Agosto 2017

A intolerância a longos períodos sem chuvas limita a diversidade de árvores da floresta amazônica. Espécies encontradas nas regiões mais úmidas da Amazônia, como matamatás, ucuúbas e ingás, não suportam bem a falta de água e podem ser prejudicadas por um clima mais seco.

A reportagem é de Vandré Fonseca, publicada por O Eco, 21-08-2017.

A conclusão está em um artigo publicado nesta segunda-feira na revista Scientific Reports, que também traz um alerta sobre as consequências do aquecimento global sobre a Amazônia. “Se aumentar a frequência de secas e atemporalidades que aumentam o estresse hídrico, essas plantas não vão tolerar “, afirma a bióloga brasileira Adriane Esquivel Muelbert, autora principal do artigo e pesquisadora da Universidade de Leeds, Reino Unido.

Pela primeira vez, o efeito da seca sobre a diversidade das florestas tropicais no Novo Mundo foi analisado em escala continental. Os pesquisadores examinaram dados de experimentos e observações de mais de 100 gêneros de árvores, para comparar a distribuição de cada um deles, em 11 países da Amazônia e América Central.

Os resultados do estudo indicam que secas mais frequentes e longas, como previsto nos cenários de Aquecimento Global, podem provocar a extinção de espécies exclusivas da região. As mais vulneráveis à seca seriam substituídas ao longo do tempo por outras, mais tolerantes. As áreas úmidas, onde está a maior diversidade e árvores que precisam de mais água, seriam as mais afetadas pelas mudanças climáticas, conforme destaca Adriane.

Os pesquisadores descobriram também que as árvores adultas sofrem mais com a falta de água do que plântulas ou jovens. Adriane afirma que ainda não se sabe os efeitos dessa substituição de espécies sobre a absorção de carbono pela floresta. E ainda há outras coisas a serem estudadas.

São necessários, por exemplo, estudos sobre a fisiologia das árvores, para saber como as espécies de áreas úmidas são afetadas pela seca. Além disso, as mudanças na floresta podem ter efeitos, ainda desconhecidos, sobre a interação biótica, ou seja, pode afetar também outros grupos de seres vivos, como pássaros ou insetos.

Leia mais